
Carneiro afirma que tudo o que disse ao PM “se mantém válido” após conferência do MAI
O secretário-geral do PS afirmou hoje que tudo o que disse ao primeiro-ministro esta quarta-feira sobre o ministro da Administração Interna "se mantém válido" depois dos esclarecimentos dados pelo governante.
Na quarta-feira, enquanto decorria a conferência de imprensa do ministro da Administração Interna sobre as polémicas que o envolvem, o líder do PS afirmou que transmitiu ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que a autoridade política de Luís Neves "está fragilizada" e que devem ser avaliadas as condições do governante para continuar no Governo.
Hoje, após uma reunião com o conselho de administração do Hospital Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), na Amadora, Lisboa, procurou evitar comentar os esclarecimentos do ministro, preferindo centrar as suas declarações em críticas às políticas do Governo para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Perante a insistência dos jornalistas, disse apenas que "tudo o que disse ao primeiro-ministro se mantém válido" e que "por isso mesmo" é que o PS apoia a ida do ministro da Administração Interna à Assembleia da República, como propõe agora o Chega.
"O que eu tinha a dizer disse ao senhor primeiro-ministro", disse, acrescentando apenas que a sua posição "foi clara para todos".
Na primeira conferência de imprensa desde que se instalaram várias polémicas sobre os seus mandatos à frente da Polícia Judiciária (PJ), o ministro da Administração Interna disse que o transporte para a construtora de Barcelos do atrelado apreendido num processo de tráfico de droga foi uma decisão sua e "um puro ato de boa gestão".
Na mesma conferência de imprensa, disse que, no total, terá pago em numerário pelas obras no monte, em "10 a 12 fins de semana, cinco mil euros de forma faseada", dos quais, reiterou, foram passadas faturas no Portal das Finanças.
Em relação à declaração única de rendimentos, que Luís Neves não entregou enquanto estava à frente da PJ, o ministro disse "foi entregue qualquer notificação pelo Tribunal Constitucional para entregar".










