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Escolas estão a receber novos ficheiros de alunos com nota em suspenso

Ontem à noite, a Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, esteve aberta até à meia-noite para afixar as notas

Depois de ontem terem afixado a meio da noite as notas dos alunos - a Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, por exemplo, esteve aberta até à meia-noite para dar aos alunos a possibilidade de conhecerem os resultados dos exames nacionais - as escolas estão a receber hoje novos ficheiros com a nota dos exames de alunos que na sexta-feira tinham a sua classificação em suspenso, disse o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

“Estão a chegar às escolas novos ficheiros onde a palavra “suspenso” foi substituída pelo número” da nota, o que fará com que o universo de alunos nessa situação diminua, adiantou Filinto Lima em declarações à Lusa.

O responsável admitiu ainda que foram “milhares” os alunos que viram a sua classificação dos exames nacionais com a referência “suspenso”, esperando que ainda hoje cheguem às escolas as orientações para resolver essa situação.

“Estamos todos a aguardar ansiosamente o comunicado do Júri Nacional de Exames”, realçou Filinto Lima, que assegurou que as escolas abriram hoje por todo o país, permitindo que os alunos consultassem as pautas com as notas, o que também já tinha acontecido na sexta-feira até cerca da meia-noite.

O representante dos diretores avançou ainda que as escolas que estão a receber hoje os novos ficheiros estão a divulgar as notas, “em muitos casos ligando para os pais” e através da plataforma eletrónica utilizada pelos estabelecimentos de ensino para interagir com os encarregados de educação.

“Os alunos querem que nós retiremos rapidamente o ‘suspenso’ e coloquemos lá um algarismo. Isso é que é importante e está a acontecer”, assegurou.

Filinto Lima salientou ainda que as “escolas não deixaram nenhum aluno em suspenso”, lamentando as declarações do ministro da Educação, Fernando Alexandre, sobre a intenção de responsabilizar os diretores se as notas dos exames nacionais do ensino secundário não fossem divulgadas na sexta-feira.

“Foram palavras, de facto, não merecidas da parte dos diretores. Não precisamos de lembretes, não precisamos de ralhetes, sabemos bem qual é a nossa missão e tudo fazemos pelos nossos alunos”, defendeu o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário, realizados por 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital, mas o processo registou falhas técnicas desde o início, obrigando o Ministério da Educação a adiar os prazos inicialmente previstos.

Julho 18, 2026 . 14:18

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