
Teerão reivindica destruição de aviões militares dos EUA na Jordânia
Os Guardas da Revolução iranianos reivindicaram hoje a destruição de aviões militares norte-americanos na Jordânia em retaliação por ataques dos Estados Unidos contra o Irão durante a noite.
O exército ideológico da República Islâmica anunciou que destruiu “vários aviões reabastecedores e caças” dos Estados Unidos e causou “graves danos a muitos outros”.
A informação não foi ainda confirmada pela Jordânia ou pelos Estados Unidos.
Foram usados mísseis e drones nos ataques, disse a força iraniana num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Os Guardas da Revolução apelaram aos jordanos para atacarem “os interesses dos norte-americanos agressivos e hostis ao Islão” no país.
O reino da Jordânia é um dos principais aliados dos Estados Unidos no Médio Oriente.
Além da Jordânia, o Irão respondeu aos ataques norte-americanos com o lançamento de mísseis contra Bahrein, Kuwait e Qatar, um dos mediadores nas negociações de paz, de acordo com as autoridades locais.
Os ataques norte-americanos causaram oito mortos e 20 feridos, e visaram infraestruturas no sul e oeste do Irão durante a noite, noticiaram meios de comunicação estatais iranianos.
A agência oficial IRNA informou que foram atingidas seis pontes na província de Hormozgan, no sul do país, fronteiriça ao estreito de Ormuz.
Várias pontes rodoviárias e ferroviárias foram visadas nos ataques norte-americanas, provavelmente com o objetivo de cortar o acesso a Bandar Abbas, principal porto iraniano.
O Comando Central (Centcom) dos Estados Unidos confirmou que os bombardeamentos atingiram dezenas de alvos militares, incluindo uma torre de vigilância no porto de Chabahar, no golfo de Omã, considerado vital para o comércio do vizinho Afeganistão.
A guerra foi desencadeada por uma ofensiva contra o Irão lançada conjuntamente pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.
O Irão respondeu com ataques contra bases norte-americanas nos países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde circula habitualmente um quinto dos fornecimentos petrolíferos para os mercados mundiais.
O conflito causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, e provocou oscilações acentuadas nos preços de energia, com consequências para a economia global e para a segurança alimentar das populações de países mais vulneráveis.








