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Coreia do Sul emite alerta de calor extremo pela primeira vez

Em todo o mundo, as ondas de calor estão a tornar-se mais intensas e frequentes devido às alterações climáticas

A Coreia do Sul emitiu hoje o primeiro alerta para calor extremo, um novo nível criado este ano em antecipação de eventos climáticos extremos ligados às alterações climáticas, devido a uma forte onda de calor no sudeste do país.

“A Administração Meteorológica da Coreia (KMA) emitiu um aviso de calor extremo hoje para duas cidades na parte sul da província de Gyeongsang do Norte: Gyeongsan e Pohang”, disse a diretora da agência, Lee Mi-seon, em conferência de imprensa.

Enquanto o alerta estiver em vigor, recomenda-se a suspensão de “todas as atividades ao ar livre, incluindo o trabalho e o desporto, na medida do possível”, acrescentou.

De acordo com o novo sistema, é acionado um alerta máximo quando uma região regista temperaturas máximas de pelo menos 35°C durante dois dias consecutivos e a previsão indica temperaturas acima dos 39°C durante pelo menos um dia.

“Esta é a primeira vez que este alerta é emitido” desde a sua implementação, explicou Lee. Segundo a diretora, as zonas afetadas registaram temperaturas acima dos 35°C na sexta-feira e no sábado, e a previsão é que atinjam hoje pelo menos 38°C.

O alerta máximo “indica condições em que mesmo pessoas saudáveis correm risco significativamente maior de desenvolver problemas de saúde graves”, alertou.

Embora o alerta máximo esteja atualmente em vigor em apenas duas cidades, grande parte do país está sob alertas de calor de nível inferior, emitidos quando a previsão é de uma temperatura de pelo menos 35°C durante dois dias consecutivos.

De acordo com a KMA, o número médio de dias de ondas de calor no país aumentou de oito na década de 1970 para 19 nos últimos cinco anos.

Um dia de onda de calor é definido como aquele em que a temperatura máxima é de, pelo menos, 33°C.

Em todo o mundo, as ondas de calor estão a tornar-se mais intensas e frequentes devido às alterações climáticas.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 44 milhões de pessoas estão a sofrer com uma onda de calor, com temperaturas máximas previstas entre os 38°C e os 43°C em vários estados.

A Europa Ocidental enfrenta a sua terceira onda de calor, depois de ter registado o junho mais quente da sua história.

O calor extremo na região já provocou pelo menos 1.300 mortes desde 21 de junho, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em França, 24 milhões de pessoas estão atualmente sob alerta máximo de onda de calor, de acordo com um cálculo da agência de notícias AFP baseado em dados anuais do Instituto Nacional de Estatística e Estudos Económicos (INSEE).

Julho 12, 2026 . 13:00

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