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Ventura desvaloriza saída de deputados das distritais

Quatro deputados perderam a liderança distrital, nomeadamente Rui Afonso no Porto, Nuno Gabriel em Setúbal, João Graça em Faro e João Tilly em Viseu

O presidente do Chega, André Ventura, desvalorizou a saída de vários deputados de lideranças das estruturas distritais e defendeu que o partido está unido.

Em declarações aos jornalistas na sede do partido, o líder do Chega foi questionado sobre as eleições para as estruturas distritais e regionais do partido, que decorreram nos últimos dois fins de semana. Quatro deputados perderam a liderança distrital, nomeadamente Rui Afonso no Porto, Nuno Gabriel em Setúbal, João Graça em Faro e João Tilly em Viseu.

André Ventura considerou que a existência de vários candidatos em cada distrito “mostra como há vida e democracia e pluralismo dentro do Chega” e referiu que o resultado de cada eleição “foi a escolha dos militantes” e “ao presidente do partido cabe trabalhar com isso”.

O líder considerou igualmente que haver menos deputados a liderar distritais do Chega “é o dinamismo e a vida interna do partido, mostra democracia, mostra pluralismo”.

“O que disse a todos é que vou trabalhar com todos. Enquanto for presidente do partido, vou trabalhar com todos os distritos de maior dimensão, de menor dimensão, se sejam deputados ou não sejam”, indicou também, sustentando que “ao presidente do partido cabe respeitar isso e trabalhar com lealdade e com harmonia com estes distritos”, disse.

Ventura disse ainda que “todos os eleitos e eleitas transmitiram total entrega, lealdade e dedicação ao projeto para conseguirmos fazer o que queremos que é transformar Portugal”.

“Porém, é sabido também, o partido tem um congresso, que será provavelmente no último trimestre do ano, e aí serão colocadas as outras questões de natureza nacional e será colocado ao partido a questão, se quer continuar com este caminho, que tem sido seguido até aqui, se quer mudar de caminho. É assim, os partidos democráticos são assim”, defendeu.

O líder do Chega afirmou também que todo o partido, desde o grupo parlamentar às estruturas locais, “está francamente unido em torno deste projeto”.

“Não é em torno de mim que tem que estar unido. Tem que estar unido em torno a um projeto e em torno a uma ideia para o país”, afirmou.

André Ventura voltou a dizer que quem tenha “uma visão diferente de como é que o Chega deve ser gerido, deve apresentar-se” ao congresso e desfiar a sua liderança.

Partindo de palavras do deputado Bruno Nunes nas redes sociais, Ventura considerou que estão “todos os lados do partido a dizer que há unidade e que são artificiais as tentativas de criar desunião”.

“Todos os militantes que estejam em condições de o fazer poder-se-ão candidatar, todos os deputados que poderão candidatar à presidência do partido e os militantes escolherão. Mas isso falta alguns meses. Eu agora estou preocupado em mudar o país, no tempo que ainda me resta de mandato à frente do Chega e depois a partir de novembro, se ganhar outra pessoa, a vida é mesmo assim”, afirmou.

Julho 8, 2026 . 08:15

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