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Encosta da serra do Caramulo com várias frentes

O incêndio que iniciou em Vouzela às 03h04 de quinta-feira está hoje com várias frentes ativas, sem populações em risco, na serra do Caramulo, em Tondela, disse à agência Lusa a presidente da câmara, Carla Antunes Borges.

“Os meios estão posicionados para tentar controlar as frentes, que são várias. O incêndio não está controlado, o objetivo agora é tentar controlar as frentes, mas estamos sempre dependentes dos ventos”, disse à agência Lusa pelas 12:15 a presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges.

Segundo a presidente de Tondela, no distrito de Viseu, “o incêndio evoluiu” na freguesia de São João do Monte, na encosta da serra do Caramulo, virada ao concelho de Vouzela, onde entrou nesta sexta-feira.

“Evolui na direção de Mansores, Almijofa, encostado ao limite do concelho entre Vouzela, Águeda e do concelho de Mortágua [Viseu], mas a entrar na serra do Caramulo, a direção é o Caramulo”, acrescentou.

Segundo disse, “neste momento, há várias equipas no terreno, e meios aéreos, que são fundamentais e é bom que continuem a fazer combate” ao incêndio, “mas vai depender muito do vento, nas próximas horas, seja pela intensidade ou direção” que tomar.

“Para já, não há qualquer povoação em risco, não há nenhuma aldeia evacuada. Chegaram vários meios durante a noite para reforçar e, para já, não há risco, mas estamos sempre dependentes do vento”, afirmou.

Ao longo de sexta-feira, habitantes de mobilidade reduzida e mais vulneráveis de Matadegas e Mansores foram retirados de suas casas e a aldeia de Belazeima do Monte, foi evacuada, tudo localidades da freguesia de São João do Monte.

“Neste momento, há já alguma normalidade e as pessoas mais vulneráveis estão devidamente acompanhadas por a nossa equipa de intervenção social e psicológica”, disse.

Carla Antunes Borges adiantou ainda que “não há indicação de feridos nem de casas de primeira habitação ardidas”.

O incêndio de Vouzela, que começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.

Segundo a Proteção Civil, na sexta-feira, registaram-se dois feridos graves. Um homem de 55 anos com queimaduras de segundo e terceiro grau, ao tentar apagar o fogo, e um outro de 34 anos sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinha particular que transportava água para combater o incêndio.

Há também três vítimas ligeiras a registar, dois bombeiros voluntários, devido ao fumo nos olhos, um da corporação de São Pedro do Sul e outra da de Vouzela. E ainda um civil de Águeda com queimaduras.

Na sexta-feira, este incêndio destrui totalmente uma fábrica em Vouzela de componentes de madeira, produtora de biomassa para produção de energia.

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), ao início do dia de hoje, este incêndio contabilizava uma área ardida de 12.160 hectares, estando em expansão, já que permanece ativo há mais de 48 horas.

Os mais de 12.000 hectares contabilizados nos dias 02 e 03 de julho, correspondem a cerca de 17.000 campos relvados de futebol de 11.

Pelas 12:30, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na internet indicava que estavam 1.161 operacionais no terreno, apoiados por 382 veículos e 12 meios aéreos.

Julho 4, 2026 . 14:53

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