
PCP diz que PS deu a mão a um Governo "derrotado e isolado"
Numa conferência de imprensa após uma reunião do Comité Central do PCP, na sede nacional do partido, em Lisboa, Paulo Raimundo considerou que “há um Governo derrotado e isolado que o Partido Socialista entendeu dar a mão para salvar a Prestação Social Única”.
“A mão que o Partido Socialista deu ao Governo para salvar a PSU não resolve nenhum problema da PSU”, acrescentou o líder do PCP.
Raimundo lembrou a falta de espaço para discutir a PSU durante o processo, sublinhando que a questão do PCP não é a quem é que o Governo se aproxima, mas sim as consequências das políticas que são tomadas, recusando ainda que o Governo está a ser empurrado para a agenda do Chega.
“A Iniciativa Liberal é a grande lebre, é aquilo que dá a orientação ideológica de fundo. O Chega tem o papel de abre-latas, é o que abre a lata da política, e o Governo concretiza a política”, explicou o secretário-geral do PCP.
Já sobre a reforma laboral, Paulo Raimundo voltou hoje a dizer, depois de o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, ter reclamado a vitória da derrota do pacote laboral para os socialistas, que a vitória do chumbo das alterações à lei laboral é totalmente dos trabalhadores e da CGTP e sobre a qual “o PCP tem um papel importantíssimo pela sua determinação, por nunca ter vacilado, por ter feito tudo o que estava ao seu alcance”.
“É uma grande vitória dos trabalhadores, acima de tudo, pelo que significa na vida de cada um dos trabalhadores, pelo caminho que abre, e é uma grande vitória da CGTP, que nunca vacilou em todo este processo, pelo contrário, mostrou a sua força”, acrescentou.
No fim da reunião do Comité Central do PCP, Paulo Raimundo deixou ainda um aviso sobre a lei laboral: “Podem voltar à carga, tentar passar à peça o que não conseguiram em conjunto, que encontrarão novamente a força, a organização, a unidade e a rejeição dos trabalhadores.








