
Comissão Nacional do PS reúne-se dia 28 de junho para votar moções setoriais ao congresso
A Comissão Nacional do PS vai reunir-se dia 28 de junho, em Lisboa, e tem como ponto único da agenda discutir e votar as moções setoriais que foram aceites no último congresso do partido.
De acordo com a convocatória, a que a agência Lusa teve hoje acesso, assinada pelo presidente do PS, Carlos César, esta reunião do órgão máximo entre congressos está marcada para a manhã de dia 28 de junho, num hotel em Lisboa, e será iniciada com uma intervenção do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, aberta à comunicação social.
Depois os trabalhos seguem para o único tema em discussão que é “apreciação e votação das moções setoriais aceites nos termos regulamentares no 25º Congresso Nacional”, que decorreu no final de março, em Viseu, o primeiro da era de José Luís Carneiro como líder do partido.
Apesar de terem sido apresentadas 50 moções setoriais à reunião magna, apenas 19 foram subscritas por um mínimo de 10% dos delegados eleitos ao congresso e são assim consideradas válidas para discussão e votação.
Na convocatória é ainda explicado que, além dos membros da Comissão Nacional, são igualmente convocados os primeiros subscritores destas moções que não sejam membros deste órgão, “participando na apreciação da respetiva moção ainda que sem direito a voto”.
Entre as 19 moções em discussão, estará a crítica da atual direção, intitulada “Socialismo com futuro” e que tem como primeiro subscritor o deputado Miguel Costa Matos, na qual se lamenta que o PS esteja em “cima do muro do ‘nim’” e numa posição indecisa, considerando ser preciso “sacudir a imagem de parceiro parlamentar do Governo” e afirmar os socialistas como alternativa.
Já no discurso de apresentação deste texto no congresso, Costa Matos antecipou que o “comboio de eleições” em 2029 irá conduzir o PS “a mais uma vitória” e José Luís Carneiro a primeiro-ministro.
A eurodeputada Ana Catarina Mendes também encabeçou uma moção setorial defendendo que o PS “tem de ser capaz de aproveitar este congresso também para lançar o debate europeu, desde logo com maior integração europeia”, enquanto o eurodeputado Bruno Gonçalves considerou, no seu texto, que o PS tem que se renovar, inovar e refletir sobre um horizonte além do curto prazo que já tem uma "liderança estável".
Outro dos textos em votação será o de Luísa Salgueiro, presidente da Câmara de Matosinhos e antiga presidente da ANMP, onde se defende que “Portugal precisa de uma nova etapa de reforma do Estado, focada na coesão territorial e social” e que a “regionalização é reforma necessária e não uma simples bandeira simbólica”.
A dirigente e ex-deputada Susana Amador é a primeira subscritora de uma moção sobre “Novo Pacto Europeu de Migração e Asilo e os desafios de acolhimento em Portugal”, defendendo que a implementação deste pacto “coloca desafios importantes ao sistema nacional de acolhimento” e exige “reforço institucional, capacidade administrativa e uma forte coordenação entre entidades públicas e sociedade civil”.







