
Estados Unidos e Japão juntos para acelerar desenvolvimento e produção de mísseis
A iniciativa foi apresentada ontem em Singapura, à margem do Diálogo de Shangri-La, durante uma reunião entre Koizumi, e o secretário norte-americano da Defesa, Pete Hegseth, segundo um comunicado do gabinete do ministro da Defesa nipónico.
Koizumi propôs a Hegseth a "Operação Impulso" ('Operation Supercharge'), um projeto para acelerar o desenvolvimento e produção conjuntos de mísseis, como o SM-3 Block IIA e o AMRAAM, e ambos debateram medidas concretas para a concretizar, segundo o texto.
Com esta iniciativa, Tóquio concretiza o plano de execução da cooperação em mísseis acordada em março durante a cimeira entre a primeira-ministra Sanae Takaichi e o Presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington.
Koizumi explicou também a revisão do quadro japonês de transferência de equipamento e tecnologia de defesa, enquanto Hegseth acolheu favoravelmente essas alterações e expressou o apoio de Washington aos esforços de Tóquio para reforçar as capacidades defensivas, afirmou o ministério japonês.
A reunião ocorreu depois de o jornal japonês Yomiuri Shinbun ter noticiado esta semana que, durante a recente cimeira entre Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, o líder chinês apontou Takaichi e o Presidente de Taiwan, Lai Ching-te (também conhecido como William Lai, em inglês), como ameaças à paz regional, instando Trump a não os apoiar.
De acordo com fontes governamentais consultadas pelo Yomiuri, Trump defendeu a primeira-ministra japonesa das críticas do homólogo chinês, o que Pequim negou.
Embora o comunicado japonês sobre o encontro dos responsáveis da Defesa nipónico e norte-americano em Singapura não mencione explicitamente Taiwan, refere que ambos discutiram uma vasta gama de assuntos regionais, "incluindo temas relacionados com a China".
Os dois governantes comprometeram-se ainda a aumentar a dispersão aérea flexível e a presença bilateral na região sudoeste do Japão, onde se encontram as ilhas Nansei, próximas de Taiwan, e apoiaram a mobilização temporária de meios militares norte-americanos.
As relações entre Pequim e Tóquio ficaram tensas em novembro do ano passado, quando Takaichi afirmou durante uma sessão parlamentar que um ataque chinês contra Taiwan poderia constituir uma ameaça à sobrevivência do Japão, o que justificaria a intervenção das Forças de Autodefesa japonesas (Exército).







