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Ataque massivo a caminho? Rússia aconselha EUA a evacuar embaixada na capital da Ucrânia

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, instou os Estados Unidos a evacuarem a sua embaixada em Kiev durante uma conversa telefónica com o homólogo norte-americano, Marco Rubio, anunciou o Governo russo.

O chefe da diplomacia russa "chamou a atenção para uma declaração do dia" do seu ministério "recomendando que os Estados Unidos, bem como outros Estados com missões em Kiev, assegurem a retirada do seu pessoal diplomático e nacionais da capital ucraniana", referiu o comunicado do ministério russo.

O Governo russo instou hoje os cidadãos estrangeiros residentes em Kiev, incluindo funcionários diplomáticos, a abandonar a capital ucraniana devido à iminência de novos bombardeamentos para responder ao ataque de sexta-feira contra uma residência estudantil.

 "Os ataques terão como alvo centros de decisão" e "empresas do complexo militar-industrial" em Kiev, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado, sem especificar qualquer data ou hora.

Segundo Moscovo, a campanha visa responder ao "ataque sangrento" a uma residência de estudantes da região ocupada de Lugansk, realizado na madrugada de sexta-feira, e do qual resultaram 21 mortos e pelo menos 42 feridos.

O ministério aconselhou ainda os residentes de Kiev a "não se aproximarem das infraestruturas militares e administrativas da cidade".

O alerta surge um dia depois de um grande ataque russo contra a Ucrânia, para o qual Moscovo usou um míssil com capacidade nuclear.

O bombardeamento, realizado na madrugada de domingo, utilizou, de acordo com a Força Aérea ucraniana, 690 sistemas de ataque aéreo, incluindo drones e mísseis de vários tipos e teve Kiev como alvo principal.

 Segundo o último balanço das autoridades ucranianas, citado pela agência francesa de notícias AFP, o bombardeamento russo causou pelo menos quatro mortos e mais de 100 feridos.

O ataque, que foi criticado por várias organizações e países, incluindo a Comissão Europeia e Portugal, atingiu uma infraestrutura de abastecimento de água, um mercado, dezenas de edifícios residenciais e várias escolas, avançou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Moscovo justificou os bombardeamentos noturnos, que disse terem tido como alvos apenas instalações militares, como uma primeira retaliação pelo ataque à residência estudantil.

Maio 26, 2026 . 08:15

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