
ExpoDão mostra o melhor que se faz em Carregal do Sal e no território
Por isso Paulo Catalino Ferraz sublinhou, um a um, e com reconhecimento pelo apoio ao seu concelho, a presença de autarcas, de representantes de entidades públicas, como sejam o IVV, a Turismo Centro de Portugal, a CVR Dão e dos produtores de vinho ali presentes, um dos produtos pilares da economia do concelho. Mas sem esquecer todos os produtores e empresários que contribuem para que esta riqueza cresça e ajude a desenvolver o território, como é o caso do queijo Serra da Estrela.
E foi a pensar nesses, nos pastores, que o município assinou com a ANCOSE um protocolo de apoio. Apresentando a ExpoDão como uma montra que dá a conhecer o melhor do concelho e do território, o presidente da Câmara de Carregal do Sal valorizou o protocolo com a ANCOSE apresentando-o como “um mimo para o setor primário” tão necessário ao setor do vinho, mas também aos pastores que são os verdadeiros ‘responsáveis' por um outro produto de excelência, o queijo, “onde fazem toda a diferença quando se fala em qualidade e na afirmação do território”.
“Hoje como nunca temos tido grandes dificuldades que os nossos pastores, que os nossos agricultores tenham capacidade através do trabalho que fazem de ter meios justos de subsistência”, admitiu, adiantando que “a câmara tem o papel fundamental de substituir-se também e encontrar formas de ajudar quem é o principal ativo de todo este processo”. Ou seja, “não teremos queijo se não tivermos pastores e não teremos um bom vinho se não tivermos uma boa agricultura".
E por isso o papel da ExpoDão na divulgação do melhor do que o território tem para oferecer, seja nos produtos, seja no turismo. “Muitas das pessoas que nos visitam fazem-no pela excelência do que nós apresentamos e que nos caracteriza no seio da CIM Visão Dão Lafões”, afirmou o autarca, dando nota de que “nesta ExpoDão se debatem também temas muito importantes como foi o caso das Alterações Climáticas, as energias renováveis e a neutralidade carbónica e os Mercados Locais”.

Mas nesta edição Paulo Catalino Ferraz reconheceu que quiseram ir mais longe e “ter um produto de excelência que é o espumante do Dão que não teve ainda a devida promoção”.
E daí a parceria com a Promolafões com o Rali Espumante do Dão que também aconteceu nestes quatro dias de certame e que pode ser, na opinião de Paulo Catalino, “um veículo importante para a promoção de um produto que está em crescendo no concelho”.
Por entre os vários destaques, o autarca sublinhou o papel desenvolvido pelas diversas associações concelhias, muito em particular a Equiterapêutica do Dão que trabalha com crianças com necessidades especiais e a Confraria Gastronómica e Enófila de Terras de Carregal do Sal que promove o vinho e a gastronomia regional.
Sem nunca esquecer os empresários e o comércio que se têm envolvido neste evento com um aumento de stands e a quem prometeu um “trabalho de parceria” para que o retorno financeiro que precisam seja maior. Um destaque também para a presença dos restaurantes na apresentação do que melhor há na gastronomia local e regional.
Por fim, mas não menos importante, Paulo Catalino apontou o turismo como um pilar na economia local e regional, tendo aproveitado a presença da vice-presidente da Turismo Centro de Portugal para lhe pedir apoio, e carinho, para estes certames “enquanto investimentos que têm um retorno objetivo e que ajudam igualmente em todo o trabalho desenvolvido pela CIM neste setor que tem dado excelentes frutos”.

“Os pastores atravessam inúmeras dificuldades”
A sessão de inauguração da ExpoDão fica marcado pela assinatura de um protocolo, entre o município e a ANCOSE que define o apoio ao setor pecuário do concelho. Um apoio que, para Manuel Marques, presidente da ANCOSE, a associação que zela pela raça Serra da Estrela (a obvelha bordaleira) que produz o leite para o famoso Queijo Serra da Estrela.
Enaltecendo a preocupação do presidente da Câmara de Carregal do Sal quanto ao setor primário e a floresta, Manuel Marques reconheceu o facto dos pastores serem os guardiões da floresta. “Aqueles que não sairam de cá, que não abandonaram a terra onde nasceram, as suas terras e as suas famílias. Porque é aqui, no Carregal do Sal, Santa Comba Dão, Tábua, nos 18 concelhos em que nós fazemos a pastorícia com rebanhos Serra da Estrela”, afirmou, adiantando que “são estes os vigilantes da floresta também”.
Defendendo que “se poderia investir mais nos pastores do que no combate a incêndios porque os pastores também ajudam na prevenção”, Manuel Marques alertou para as “enormes dificuldades financeiras com que se debatem, atualmente, os pastores agravadas pelo aumento dos combustíveis, das rações, das sementes e dos adubos”.







