
STAR Institute quer ser uma referência na investigação e na inovação
A inauguração oficial do STAR Institute está marcada para hoje, às 19h00, com a presença do primeiro-ministro Luís Montenegro, do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, autarcas, representantes das empresas e de diversas entidades públicas e privadas da região.
Ao Diário de Viseu, e sem esconder o orgulho pela importância que assume este centro para o território, Elísio Oliveira explicou que o STAR Institute já está a funcionar desde o início do ano e que hoje é inaugurado oficialmente.
“Tal como o nome diz, este centro dedica-se à investigação e à inovação assumindo-se como um suporte tecnológico para as empresas da nossa região e dos territórios envolventes”, afirmou, adiantando que “a sua vocação predominante é para o setor automóvel e adjacentes, podendo, no entanto, trabalhar com qualquer outro setor”.

Num investimento global de cerca de 3,5 milhões de euros na construção do edifício e de cerca de um milhão e meio de euros para os equipamentos, o STAR Institute faz intervenções na área do digital e automação, de robótica avançada, energia, materiais e desenvolvimento e prototipagem industrial.
Quanto à equipa, Elísio Oliveira adianta: “Juntando às 25 pessoas que ali trabalham, duas star ups e uma spin-off do próprio STAR Institute ligada à robótica humanoide e quadrúpede, o gabinete de transferência de conhecimento do IPV e mais alguns investigadores, temos cerca de 40 pessoas”.
Vocacionado para apoiar o tecido empresarial, o presidente da direção da instituição avançou que já estão a ser desenvolvidos trabalhos com empresas como a Lear, a Sonae, a Stellantis, a Borgstena, a ALS”, e reconhece que a reação por parte dos empresários é muito boa”.
“As grandes empresas da região que nos têm visitado ficam surpreendidas agradavelmente com aquilo que veem”, afirmou satisfeito, sublinhando que a “presença do STAR Institute no campus do IPV começa por ser uma forma de valorização do ensino superior na região, o que já acontece com as dinâmicas que estão a ser desenvolvidas”.
“Em segundo lugar, como cada vez mais temos uma economia do conhecimento e com muitos desafios da concorrência e de inovação, estamos aqui para sermos um suporte de tecnologia, investigação e inovação para o tecido empresarial da região”, avançou.
Sendo o grande impulsionador deste projeto para a região, Elísio Oliveira recusa chamar a si os louros, mas reconhece que se tratou de um processo com muitos altos e baixos, “um sacerdócio”, como lhe chamou.
Confessando que hoje vai ser um dia muito importante para o STAR Institute mas sobretudo, para as empresas, para os investigadores, para os estudantes de mestrado ou mesmo de doutoramento, para os empresários que se querem afirmar entre os melhores, Elísio Oliveira não esconde a emoção, o orgulho e também o nervosismo com que aguardou este momento.







