
Ex-chefe de gabinete de Zelensky acusado de corrupção foi libertado após pagar a caução
Yermak tinha sido preso no âmbito de uma investigação de corrupção e alegada lavagem de capitais.
A libertação de Yermak ocorreu quatro dias depois de um juiz ter ordenado a prisão preventiva durante pelo menos 60 dias, a menos que pagasse a caução.
A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Anticorrupção da Ucrânia.
Mesmo assim, Yermak continua sujeito a medidas cautelares, incluindo o uso de pulseira eletrónica, a entrega do passaporte, comparência perante as autoridades quando convocado e a proibição de sair de Kiev sem autorização.
O ex-conselheiro de Zelensky está também proibido de contactar outras pessoas envolvidas no caso.
Yermak, que se demitiu do cargo após as notícias do escândalo de corrupção "Midas", é suspeito de integrar um grupo organizado envolvido na lavagem de capitais em subornos do setor energético através da construção de casas de luxo nos arredores de Kiev.
De acordo com a acusação os valores envolvidos atingiram os 8,9 milhões de euros.
A Agência Anticorrupção da Ucrânia informou que cinco dos sete suspeitos foram detidos no âmbito das investigações.
A detenção dos outros dois suspeitos "não foi possível" porque se encontram no estrangeiro, incluindo Timur Mindico, mentor do caso "Midas" e co-proprietário da Kvartal 95, a produtora que fundou com Zelensky quando ainda era comediante, antes de se tornar chefe de Estado.
De acordo com a investigação, Mindich era o chefe de uma rede que recolhia subornos de empreiteiros da Energoatom, a operadora estatal das centrais nucleares do país, no valor de 90 milhões de euros, e que contava com o apoio de vários funcionários do governo de Zelensky, como os ministros da Energia e da Justiça, Svitlana Grinchuk e Herman Galushchenko.








