
Terminou o sofrimento! Académico de Viseu está na Primeira Liga!!!
Vamos ter Académico de primeira na próxima época!
Ao fim de 34 jornadas, o Académico de Viseu cobriu-se de glória e carimbou o tão desejado passaporte para a Primeira Liga. O feito foi alcançado hoje no Estádio Municipal do Fontelo, frente ao Sporting B, num jogo em que os viseenses sabiam que estavam muito perto de concluir uma missão que teve início em agosto, com Sérgio Vieira ao leme. Quando Sérgio Fonseca foi chamado para o substituir, o Académico estava na segunda metade da tabela, mas com o antigo treinador dos Sub-23 ao leme sucederam-se os bons resultados e não tardou que a equipa começasse a “morder os calcanhares” aos restantes candidatos à subida.
Com o Marítimo a distanciar-se, já no decorrer deste ano, o Académico chegou ao segundo lugar e parece que utilizou cimento para consolidar essa posição de forma férrea e determinada. Foi nesse lugar que hoje se apresentou no Fontelo, sabendo que bastaria um empate para se guindar novamente ao convívio com os maiores clubes de Portugal.
Durante a época, houve vários momentos altos, as vitórias em casa frente ao Marítimo, Torreense, União de Leiria e Lusitânia de Lourosa, a vitória no reduto do Sporting B e em Portimão. Vitórias que solidificaram o grupo e atraíram cada vez mais adeptos para acompanhar o clube nesta odisseia de regressar ao escalão maior do futebol nacional.
Na época 2026/2027, o Académico estará entre os maiores, na Primeira Liga. E hoje provou que lá merece estar, com uma exibição personalizada, especialmente no início de cada uma das partes. Depois... os nervos começaram a atraiçoar os jogadores, sabendo que o final desta odisseia estava a terminar.
Afirmação plena de uma equipa bem montada por um dos heróis desta cruzada: Sérgio Fonseca. Com ele, jogadores como Robinho, Gustavo Costa, Kahraman, Messeguem, Zamora, Luís Silva, Anthony Correia, Gril e Clóvis e João Guilherme, atingiram os seus níveis máximos de produção. E quando foi necessário ir ao “banco”, lá estavam valores seguros como Gohi, Ceitil, Mortimer, Samba Koné e Tomás Domingos. Foi, ao longo, da época, um plantel unido e determinado, que soube sempre muito bem onde queria chegar.
O Académico tinha hoje encontro marcado com o seu destino, a subida direta. E assim foi. O empate frente ao Sporting B foi arrancado a ferros. Bastava um empate e foi isso que aconteceu. Académico e Torreense terminam com os mesmos pontos, 59, mas os viseenses vencem no confronto direto.
A festa vai sair à rua, o Rossio vai encher, os cachecóis vão ser levantados e exibidos com orgulho. O Académico de Viseu chegou ao patamar que a cidade merece. Os viseenses estão hoje de parabéns, aqueles que seguiram de forma religiosa a equipa, mas também aqueles que sofreram em casa todos os fins de semana, agarrados ao televisor, a roer as unhas.
O prémio para todo este fervor e ansiedade será para o ano receber no Estádio do Fontelo o FC Porto, o Sporting, o Benfica e o SC Braga, entre outros. Depois de uma longa caminhada, o Académico volta ao convívio com os grandes, está no topo do futebol nacional. E conseguiu-o, e é preciso dizer isto com muita franqueza e honestidade, de forma justa, sem ajudas, com muito suor, entrega e devoção. O plantel merece pisar, na próxima época, os principais relvados nacionais, assim como o treinador Sérgio Fonseca, um dos rostos desta proeza, que este ano festeja duplamente: a subida de divisão e o título nacional dos Sub-23 na Liga Revelação, onde iniciou a época.
Sobre o jogo, salienta-se as entradas fortes do Académico em ambas as partes, com ímpeto ofensivo para chegar cedo ao golo. E como era importante marcar, porque os ecos de Torres Vedras indicavam que o Torreense estava a vencer o Vizela. Um golo serenaria os jogadores viseenses, e eles sabiam bem disso. Mas Callai, primeiro, e depois Pedro Migueis, exibiram-se à altura e não vacilaram. Defenderam o que havia para defender, assim como Domen Gril, um dos melhores em campo, que fez defesas espantosas aos 72 e aos 81 minutos a impedir o golo leonino.
A equipa de Sérgio Fonseca, na segunda parte, depois de um arranque muito prometedor em que teve três oportunidades de golo, por Zamora, Kahraman e Anthony Correia, voltou a baixar o ritmo, tal como fizera na primeira parte, permitindo que o Sporting B crescesse. André Clóvis teve, aos 57 minutos, a melhor chance do encontro, mas rematou ao poste. Depois, instalaram os nervos à flor da pele. Os jogadores sabiam que um golo do Sporting B mudaria tudo e foi quase instintiva a obrigatoriedade de baixar as linhas e defender o empate.
Sérgio Fonseca refrescou o meio campo, fazendo sair Kahraman, já muito desgastado, e colocando André Ceitil, e o bloco ficou mais coeso. Os visitantes pouco perigo criaram a partir dos 81 minutos e o jogo foi-se "arrastando", sob o signo dos nervos e da ansiedade, até ao final. Ainda entrariam Pedro Barcelos e Dominik Steczyk para os lugares de Zamora e Clóvis, mas o mais importante chegou aos 90+6: o apito final do árbitro David Silva, da AF Porto.
Glória aos vencedores, que hoje proporcionaram aos viseenses um dia de festa!
Vemo-nos na Primeira Liga!









