
Sírio condenado a prisão perpétua na Suécia por crimes de guerra
O homem, um sírio naturalizado sueco, que tinha deixado a Síria em 2013, foi considerado culpado de ter participado em disparos contra uma manifestação pacífica em julho de 2012 em Yarmouk, nos subúrbios da capital do país, Damasco.
Vários manifestantes foram mortos, indicou o tribunal num comunicado.
O condenado também esteve de serviço num posto de controlo rodoviário montado pelo governo sírio na mesma zona, entre dezembro de 2012 e julho de 2013, “onde um número muito elevado de civis” foi detido e transportado para serem torturados e, em alguns casos, mortos.
Estes crimes foram cometidos no contexto da guerra civil na Síria, desencadeada pelo descontentamento popular suscitado pelo regime do ex-presidente Bashar Al-Assad, que se encontra exilado na Rússia.
”O tribunal distrital considerou as circunstâncias agravantes, uma vez que os crimes visaram um grande número de civis e causaram várias mortes e feridos”, declarou o juiz Hampus Lilja, explicando que a gravidade dos factos justificava a pena de prisão perpétua.
O homem, que negou as acusações que lhe foram feitas, nasceu em Yarmouk.
Tendo obtido asilo na Suécia, onde chegou em 2013, obteve a nacionalidade sueca em 2017, de acordo com documentos judiciais consultados pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Durante o julgamento, que durou 54 dias, um grande número de pessoas foi chamado a depor, na qualidade de queixosos ou testemunhas, referiu o tribunal.
A Suécia adotou o princípio da jurisdição universal, que permite julgar crimes graves que violam as leis internacionais, independentemente do local onde foram cometidos.








