
Aumenta o entusiasmo em redor da 2.ª edição e as inscrições estão a esgotar
Ultrapassado que está o número de participantes da primeira edição, o 2.º Portugal de Lés-a-Lés Classic, continua a despertar um interesse crescente nos adeptos das motos antigas e clássicas, com tendência a esgotar nos próximos dias as inscrições em número limitado. É que o evento organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal permite franquear as portas de algumas coleções particulares de enorme valia, de outra forma praticamente inacessíveis ao público.
Com início marcado para Lamego, o 2.º Portugal de Lés-a-Lés oferece, logo no primeiro dia, a 30 deste mês, momentos únicos para partilhar a paixão pelas máquinas de outros tempos. Desde o momento da chegada ao centro da cidade lamecense para as necessárias verificações técnicas documentais, até ao fantástico jantar de boas-vindas, na Quinta da Pegada (Paraíso Douro), um local a mais de 800 metros de altitude, perto do pico da Serra do Poio (1 123 m) e com vistas excecionais sobre o Douro, desde a Régua até Mesão Frio, em pleno coração mais antiga região demarcada vitivinícola do Mundo.
Um primeiro momento de confraternização entre motociclistas muito especiais, aos comandos de motos não menos excecionais, fabricadas desde o início do século XX até 1996, que, no dia seguinte, partirão do mesmo local a imponente escadaria do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. A partir daí serão cerca de 150 km até S. Pedro do Sul, numa tirada com passagem pelas míticas estradas nacionais 2 e 222, pela margem esquerda do Douro, subindo depois em direção a Tabuaço. Com paisagens de maior intensidade serrana, os participantes rumam à barragem de Vilar (Moimenta da Beira), antes de infletir para Oeste, em direção a Castro Daire, e daí, atravessando conjunto montanhoso Arada/Montemuro, até S. Pedro do Sul, onde se podem visitar a coleção de Motos Antigas de Damião Cardoso, com exemplares raros e muito bem restaurados da BMW, Norton, Harley-Davidson, Indian, BSA, Ariel, Triumph, Zundapp, Ducati, Moto Guzzi, Rudge, Matchless, Sunbeam, Laverda, Vincent, Velocette, Bimota, Benelli e Nimbus entre outras.
Um percurso que, tal como nos dois dias seguintes, privilegia percursos por estradas nacionais e municipais, viajando depois até ao Caramulo e ao seu não menos famoso Museu, enquanto a última etapa levará os participantes até Sangalhos (Anadia), com visita ao Museu das 2 Rodas, instalado no edifício do Velódromo Nacional, para ver a boa coleção de modelos nacionais, expostos num espaço e onde a interatividade permite uma agradável descoberta da história do motociclismo nacional nas mais diversas vertentes, assinalará o final de um evento pensado para promover o mototurismo e a descoberta do território.
Um passeio onde a história tem um papel primordial, com diversos locais de eleição para apreciar a evolução do motociclismo em boa e conhecedora companhia ao longo de um passeio tranquilo, mas bem recheado de animação.
E que, pelos motivos referidos, tem as inscrições limitadas, estando já poucos lugares disponíveis.








