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Museu militar vai nascer na rua Direita em Viseu

Protocolo entre o Município de Viseu e o Exército prevê a criação do Centro Interpretativo da Presença Militar, um novo espaço museológico que terá morada no antigo quartel

Bastou “um aperto de mão” para se avançar com o Centro Interpretativo da Presença Militar em Viseu. A autarquia e o Exército Português assinaram hoje um protocolo para a criação de um novo museu na rua Direita, que reunirá o espólio do Regimento de Infantaria (RI) n.º14.

Um investimento de cerca de 670 mil euros que dará uma nova missão ao edifício do antigo quartel: relembrar e preservar o legado militar da cidade.

A assinatura do documento, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, contou com a presença do chefe do Estado-Maior do Exército, general Eduardo Mendes Ferrão, e do presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, além de entidades públicas e civis.

“Este é um compromisso meu e do senhor presidente da câmara e, por isso, não poderia deixar de estar aqui hoje. Fiz questão de estar presente para honrar este protocolo e honrar Viseu”, começou por dizer o general Mendes Ferrão, garantindo que “este património vai enriquecer muito a cidade de Viseu”.

Na sua intervenção, o chefe do Estado-Maior do Exército adiantou que este novo espaço museológico é “um lugar onde vamos revisitar a nossa história”, pelo que “pretendemos que ela seja descoberta com orgulho por visitantes, famílias e por todos os que lá quiserem ir para ver o quão importante é preservar a nossa identidade coletiva”.

Considerando que o novo museu da rua Direita é “um projeto que vai honrar o Exército e o seu passado”, destacou ainda que, além disso, “ também vai honrar a cidade e os viseenses”, permitindo-lhes redescobrir e valorizar a história do território.

Já o presidente do Município de Viseu reforçou que “este centro interpretativo vai ficar numa zona importantíssima da cidade, junto à rua Direita”, onde vai valorizar o património, a história militar, a história social, a história dos conflitos e a história daqueles que já não estão entre nós”.

Adiantando que o projeto irá ser financiado em cerca de 380 mil euros, João Azevedo considerou que este é “um compromisso de Viseu, um compromisso da Câmara Municipal de Viseu e de todos os seus órgãos” e dirigiu algumas palavras ao comandante do RI14, agradecendo “pelo facto de ter estado em permanência a tratar deste e de outros dossiês”.

E, por isso, o autarca espera que “depois deste primeiro compromisso assumido, esta submissão também seja rápida e eficaz”, cuja meta é “fazermos o investimento para que as forças militares, a história militar e a presença militar em Viseu seja honrada”, concluiu.

Março 18, 2026 . 20:35

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