
Von der Leyen diz que assassinato de Navalny foi “ato covarde de líder assustado"
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou hoje que o envenenamento do opositor russo Alexei Navalny “foi um ato covarde de um líder amedrontado”, após a confirmação da causa da morte por parte do Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Países Baixos.
“Cinco nações europeias determinaram que a Rússia envenenou Alexei Navalny. Foi um ato covarde de um líder assustado“, disse a líder europeia através de uma mensagem nas redes sociais, onde acrescentou que ”a Rússia tem agido há muito tempo como um Estado terrorista, recorrendo a métodos terroristas: envenenando opositores políticos, silenciando jornalistas, invadindo vizinhos pacíficos".
“Esta é a verdadeira face da Rússia atual”, afirmou a política alemã na Conferência de Segurança em Munique (Alemanha), na qual participa este fim de semana.
Na mesma mensagem, Von der Leyen homenageou “a memória de Alexei Navalny e de todos aqueles que a Rússia de (Vladimir) Putin silenciou violentamente ao longo dos anos”.
Num comunicado conjunto, os cinco países europeus sublinharam que os seus respetivos governos chegaram a esta conclusão a partir de amostras colhidas de Navalny, que confirmaram de forma conclusiva a presença de epibatidina.
A Rússia sempre afirmou que Navalny morreu de causas naturais na prisão em fevereiro de 2024. No entanto, dada a toxicidade da epibatidina e os sintomas relatados, é muito provável que o envenenamento tenha sido a causa da sua morte, acrescenta a nota conjunta.
O líder da oposição russa morreu aos 47 anos, quando estava numa prisão na Sibéria.
Os países afirmam que usarão “todos os instrumentos políticos” ao seu alcance para continuar a exigir responsabilidades à Rússia.








