
Proteção Civil alerta para riscos de deslizamentos de terras
A Proteção Civil alertou hoje para os riscos de deslizamentos de terras no território nacional devido ao mau tempo, adiantando que foram feitos estudos com o LNEC para avaliação de riscos nas encostas e vertentes.
“Na península de Setúbal, na Costa da Caparica, houve um movimento de massas. Continuamos a alertar que um dos riscos maiores que neste momento temos nas zonas de vertentes elevadas, ou seja, com declives, é o movimento de massas, ou seja, as chamadas derrocadas, e neste caso afetou três prédios”, disse Mário Silvestre.
O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre falava no ponto de situação feito às 12:40 na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.
O responsável acrescentou também que na zona da Grande Lisboa também houve um movimento de massas com sete habitações com danos e duas em avaliação, além de outra situação em Mafra afetando uma habitação e com nove deslocados.
“O que estamos a ter neste momento recorrentemente nas zonas urbanas é as tais derrocadas, movimentos de massa (…) sublinhamos a necessidade de haver extremo cuidado para as pessoas que moram nas imediações de arribas ou em zonas com elevado declive que é crítico que vão observando essas vertentes e perceber se há ou não algum tipo de movimento de massa”, aconselhou.
Mário Silvestre disse ainda que já foram feitas “várias avaliações” com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) “em Ourém e na Sertã e não só”.
O comandante nacional disse ainda que foram realizados trabalhos de reforço de diques na freguesia de Valada, no município do Cartaxo, devido à subida do rio Tejo.
De acordo com o responsável, os trabalhos na localidade de Valada tiveram lugar durante “toda a noite” e “estão a ser hoje consolidados” e adiantou que no Alentejo Litoral, na localidade de Forno de Cal, que está isolada, “foram feitos abastecimentos através de embarcações dos postos de bombeiros”.
Portugal continental começou a sentir hoje de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
Toda a faixa costeira de Portugal continental está hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - devido à forte agitação marítima, mantendo-se com o mesmo nível de alerta 13 distritos, por causa da precipitação e do vento.
Segundo um comunicado emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro estão com aviso laranja face à previsão de ondas que podem atingir 12 a 13 metros de altura na costa ocidental e 4 a 5 metros na costa sul.
Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Beja, Portalegre, Castelo Branco e Évora estão sob aviso laranja até às 12:00 de hoje, devido à "chuva persistente e por vezes forte".
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.








