
“PRISMA” quer integrar pessoas com deficiência no mercado de trabalho
Este projeto já é parte da história da Associação de Paralisia Cerebral de Viseu (APCV), que agora (também) vai ser escrita num novo cenário: a chamada Quinta de Boa Aldeia.
De seu nome “PRISMA”, talvez por refletir e transformar a luz em múltiplas cores, talvez por simbolizar a diversidade no seu sentido mais puro, esta iniciativa quer alargar as oportunidades de emprego para pessoas com deficiência através de mentorias e da criação de um negócio social assente na produção agrícola, artesanato inclusivo e serviços de jardinagem. O objetivo é integrar “pelo menos” 20 pessoas no mercado laboral.
A apresentação do “Prisma – rumo à inclusão”, que decorreu ontem da Pousada de Viseu, contou com a presença do presidente da direção da APCV, Armando Torrinha, da vereadora de Ação Social do Município de Viseu, Marta Rodrigues, e do administrador do Grupo Pestana, Castanheira Lopes, além dos técnicos alocados ao projeto, entre eles a responsável de intervenção direta, Andreia Monteiro, a responsável de atividades, Belmira Santos, e o responsável de negócio social, Hugo Pinto.
E porque este é um caminho que “deve ser feito em rede”, a apresentação do projeto também o foi.
“O nome PRISMA não surge por acaso, tal como um prisma físico que transforma a luz, estte projeto procura revelar as múltiplas capacidades, talentos e possibilidades que cada pessoa traz consigo, mas que muitas vezes permanecem invisíveis ou não aproveitadas”, começou por referir o presidente da direção da APCV, adiantando que este “é um novo modo de olhar para o potencial humano”.
O projeto, enumerou, assenta em quatro eixos fundamentais, sendo eles a inovação das metodologias de capacitação, o desenvolvimento de competências para a vida, a construção de pontes com o território e, por último, avaliar e duplicar boas práticas.
“O PRISMA é também um laboratório, um espaço de teste e um lugar onde experimentamos, avaliamos e melhoramos. O objetivo é que os resultados deste projeto possam inspirar outros projetos, contribuindo para o desenvolvimento, inovação e inclusão”, assinalou Armando Torrinha.
Também a vereadora do Município de Viseu, Marta Rodrigues, lembrou que “o nome do projeto é simbólico e profundamente inspirador, um prisma não cria luz, revela e mostra aquilo que já existe, mas que muitas vezes permanece invisível”.
Na sua opinião, este projeto “cria capacitação, mentoria e experiências reais de trabalho que desenvolvem a autoestima e a independência, criando pontes com a comunidade e aproximando quem procura oportunidades de quem precisa de talento”, frisou, acreditando que “é desta forma que se mudam sociedades”.
Seguiu-se a intervenção do administrador do Grupo Pestana, Castanheira Lopes, que reconheceu que a APCV “é uma instituição essencial da nossa comunidade local”, com o “propósito da inclusão de pessoas com deficiência” e, por essa razão, “estamos comprometidos com o projeto e faremos tudo o que esteja ao nosso alcance para que o projeto surta de efeito”.
O projeto conta com a Câmara de Viseu e o Grupo Pestana, através do programa de sustentabilidade “Pestana Planet Guest”, como investidores sociais.
“Um novo modo de olhar para o potencial humano”
Considerando a importância da mentoria e capacitação de pessoas com deficiência para integração no mercado de trabalho, o “PRISMA” prevê atividades educativas e recreativas para escolas, empresas e grupos, produção e comercialização de produtos hortícolas e regionais, serviços de jardinagem e espaços verdes, oficinas técnicas, programas de teambuilding e ainda desenvolvimento de produtos artesanais inclusivos.
Uma nova missão da APCV que irá decorrer na Quinta de Boa Aldeia, propriedade doada à associação, com o objetivo de capacitar 30 pessoas com deficiência em situação de desemprego para a empregabilidade.







