
Museu apresenta processo disciplinar de Salazar contra Aristides de Sousa Mendes
O Museu Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, apresenta amanhã, pela primeira vez, o processo disciplinar instaurado pelo governo de Salazar, em 1940, contra Aristides de Sousa Mendes, o ex-cônsul português que salvou milhares de judeus do regime nazi durante a II Guerra Mundial.
O documento torna-se público no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, numa sessão que “será palco de uma evocação solene dedicada à defesa dos valores humanitários e à preservação da memória histórica”. A mostra, reforça a autarquia de Carregal do Sal, “deste importante documento, duma ação que alterou para sempre a vida do cônsul português e da sua família, vem ao museu num dia igualmente importante: Dia em Memória das Vítimas do Holocausto”. Entre os convidados está o Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra.
O programa, além da apresentação do documento marcada para as 15h00, conta ainda com uma visita guiada à Casa Museu Aristides de Sousa Mendes, com auditores do 12.º curso de formação dos Tribunais Administrativos e Fiscais do Centro de Estudos Judiciários (11h00).
A parte da tarde guarda uma série de conferências temáticas no auditório da Casa do Passal, entre “O Processo Disciplinar movido a Aristides de Sousa Mendes”, por Rogério Peixoto, e “Escapar à Guerra e ao Holocausto: Refugiados em Portugal entre 1940 e 1945”, por Carolina Henriques, com o objetivo de promover uma reflexão histórica e ética. As celebrações termina com o ensemble de cordas da Orquestra Clássica do Centro, um momento que, refere o município, “sublinha, através da música, a dimensão universal da memória e da dignidade humana”.
A iniciativa é organizada pela Fundação Aristides de Sousa Mendes e Museu Aristides Sousa Mendes, tendo como parceiros o Município de Carregal do Sal, o Governo da República Portuguesa e o Centro de Estudos Judiciários.








