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Nova programação do Teatro Viriato com quatro estreias num total de 40 atividades

De acordo com o diretor de programação, António M Cabrita, a temporada fevereiro/julho é “o reflexo de uma auscultação realizada todos os dias aos artistas, ao território e aos diferentes públicos que nele habitam”

Entre fevereiro e julho, o Teatro Viriato vai acolher quatro estreias, desenvolver quatro projetos, promover uma nova iniciativa, apresentar sete coproduções e apoiar cinco residências artísticas, numa programação que conta com o estabelecimento de oito parcerias com outros agentes culturais e a dinamização de quatro sessões acessíveis.

As propostas foram apresentadas pelo diretor de programação António M Cabrita, na presença do assessor do presidente da autarquia viseense para a Cultura, Guilherme Gomes. De acordo com o responsável, as 40 atividades previstas reforçam o papel do Teatro Viriato enquanto estrutura de serviço público. “Com uma programação diversificada, procuramos escutar o tempo presente e lançar questões sobre equidade, acessibilidade, sexualidade, justiça, identidade, masculinidade, memória, migração, cuidado e futuro. Afirmamo-nos como uma instituição centrada na criação contemporânea, que promove o pensamento crítico e convida o território a usufruir das artes performativas”, destacou.

“Defendemos que o mundo necessita de experiências partilhadas que promovam o encontro, a ação e o pensamento”

De acordo com António M Cabrita, a temporada fevereiro/julho é “o reflexo de uma auscultação realizada todos os dias aos artistas, ao território e aos diferentes públicos que nele habitam” e procura “a valorização da presença num mundo acelerado e digital, como se de um ato de resistência se tratasse”. “Defendemos que o mundo necessita de experiências partilhadas que promovam o encontro, a ação e o pensamento”, explicou.

Com o objetivo de aproximar artistas e públicos, o Teatro Viriato lançará a iniciativa ‘Cinema de Inspiração’ (19 de maio), que permite a artistas convidados e que integram a programação a partilha com o público de filmes que influenciaram as suas criações. Nesse sentido, antes da subida ao palco de ‘Suplicantes’, peça sobre a tragédia atual de migrações forçadas por motivos funestos, será apresentado no grande ecrã uma das histórias que inspirou Sara Barros Leitão para a sua criação.

Para incentivar o debate na comunidade sobre assuntos contemporâneos, a temporada abre com o lançamento do álbum ‘O Homem Triste’, de Luca Argel (6 de fevereiro), no qual aborda temas como a saúde mental masculina, as emoções e a imposição de convenções sociais, Sara de Castro vai discutir em ‘Justiça Cega’ (13 de fevereiro) novas formas de olhar para a justiça. Com a peça ‘Suplicantes’ (23 de maio), Sara Barros Leitão propõe uma reflexão sobre o projeto europeu, mas também sobre fronteiras, migrantes, pactos de hospitalidade, acolhimento e integração.

O Teatro Viriato pretende reforçar a relação com o território através da valorização das relações de parceria com as várias instituições culturais da região

O Teatro Viriato pretende ainda reforçar a relação com o território através da valorização das relações de parceria com as várias instituições culturais da região e nesta temporada o Cine Clube de Viseu continuará a ser um importante parceiro, através da Oficina de Cinema de Animação que se realizará em junho e julho, e da exibição do filme ‘Flow’ (13 de junho).

Também será retomada a parceria com o Festival Internacional de Música da Primavera, promovido pelo Conservatório Regional de Música de Viseu, com o concerto ‘Archipelago’ (23 de abril), que resulta de uma longa colaboração entre o compositor Luis. Tinoco e o Drumming Grupo de Percussão, e o festival "Que Jazz é Este?", da Gira Sol Azul, que volta a ocupar o palco do Teatro Viriato, o concerto final do 18.º Workshop de Jazz de Viseu.

O Trengo Festival de Circo do Porto também está de regresso a Viseu com o espetáculo ‘Domte’ (26 de junho), da companhia Nacho Flores.

Apoio à criação artística nacional

O Teatro Viriato receberá a estreia de ‘Aurora (ou Livro)’ (19 e 20 de março), de Paula Diogo, que convida um grupo de colaboradores a criar um habitat para o corpo, e o resultado de algumas coproduções como é o caso de ‘FARSA’ (30 de abril), de Catarina Miranda, e de ‘Mudar’ (15 e 16 de maio), de Marco Paiva, Ana Ventura e Filipe Raposo (15 e 16 de maio).

Também passará pelo palco o espetáculo ‘TOSHiiB4’, de Luísa Guerra, projeto vencedor da 8.ª edição da Bolsa Amélia Rey Colaço.

Apresentação Nova Temporada Teatro Viriato 5

Acolher companhias e artistas consagrados

No que diz respeito a artistas consagrados, será exibido, no dia 27 de fevereiro, o filme ‘Primeira Pessoa do Plural’, do realizador Sandro Aguilar, que conta no elenco com Albano Jerónimo e Isabel Abreu, que se irão juntar ao público para interpretar ao vivo um conjunto de cenas que não integram a montagem final do filme.

A companhia Formiga Atómica apresenta no dia 13 de março a peça ‘Só Mais uma Gaivota’, na qual Miguel Fragata viaja no tempo para encontrar os seus antigos colegas do curso de teatro e procura o destino de cada um. A Companhia Nacional de Bailado traz a Viseu ‘Only Duos’ (29 de maio), que celebra a força e a intimidade do encontro entre dois bailarinos em palco.

O projeto de teatro jovem K Cena, promovido e produzido pelo Teatro Viriato, apresentará a peça final da 13.ª edição, intitulada ‘2062’ (15 a 17 de abril), e na área da música, destaca-se o projeto ‘Três Tempos’, desenvolvido em coprodução com a Culturgest (Lisboa) e Theatro Circo (Braga).

Também dentro desta preocupação de democratizar o acesso à cultura pelos mais novos, o Teatro Viriato associa-se, pela primeira vez, ao Festival AMOSTRA. promovido pela Companhia Caótica, na sua 4.ª edição, que irá acontecer de 5 a 7 de março, em Viseu. Destinado ao público jovem, este festival tem como objetivo dar palco aos artistas que se dedicam a criar para crianças e jovens, procurando novos caminhos para chegar a este público específico. Ao abrigo desta parceria, o Teatro Viriato acolhe o lançamento do livro "Pedras de parar e da urgência" (5 de março) e a apresentação do espetáculo "Aruna e a arte de bordar inícios", de Ainhoa Vidal (6 a 7 de março).

Com o espetáculo ‘Teatro Paraíso - Palavra Ambulante’ (2 a 6 de junho), do Trigo Limpo Teatro ACERT, o Teatro Viriato sai do edifício para o Jardim de Santo António.

O ‘Summer Lab’ (20 a 24 de julho), um programa de formação intensiva em dança, e o projeto ‘Noite Fora’ (6 a 11 de julho), também estão de regresso com o objetivo de reforçar o tecido artístico, através de projetos que conjugam formação, criação e mediação.

Para Guilherme Gomes, “é uma programação que merece, pelo menos, a curiosidade de todas as pessoas”. O assessor do presidente da Câmara de Viseu deixou o convite às pessoas para que “peguem no programa do Teatro Viriato e que deem uma oportunidade, de facto, a uma coisa que às vezes parece tão distante de nós, como são as instituições culturais”.

Janeiro 20, 2026 . 15:23

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