
Livre pede aos eleitores que “não se deixem levar pela conversa do voto útil”
Num discurso na festa de abertura da campanha do candidato presidencial Jorge Pinto, a porta-voz e líder da bancada parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, disse que, no próximo dia 18, o país terá umas eleições “completamente em aberto” em que “qualquer um daqueles candidatos que está no boletim de voto tem a possibilidade de chegar à Presidência da República”.
“Isso é um facto que é incontornável. E, portanto, não nos deixemos levar pela conversa do voto útil, porque o verdadeiro voto útil é na pessoa em quem nós acreditamos que deve estar naquele lugar. E a pessoa que deve estar naquele lugar é o Jorge Pinto. Nos próximos cinco, mas nos próximos dez anos, na verdade”, acrescentou.
Isabel Mendes Lopes confessou que foi com “grande alívio” que recebeu a notícia de que Jorge Pinto se candidatava a Belém, porque é uma pessoa que com uma “absoluta clareza em termos de justiça”, que faz as coisas com entusiasmo e “cuidado no pormenor” e preocupado com o próximo.
Para a líder da bancada do Livre, Portugal precisa do Jorge Pinto não só pelas suas ideias mas também para evitar que estejam “os ovos todos no mesmo cesto”, com a direita à frente do Governo, Presidência da República, regiões autónomas e maioria das autarquias.
“A forma como o país precisa do Jorge viu-se na maneira como influenciou os debates e influenciou as tomadas de posições dos vários candidatos (...), obrigou os candidatos a discutir temas que, de outra forma, não teriam sido discutidos durante esta campanha eleitoral e são temas que vão ser importantíssimos nos próximos cinco, nos próximos 10 anos”, acrescentou.
A deputada do Livre, no mesmo discurso, criticou a postura do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, perante o ataque norte-americano à Venezuela, que resultou na detenção do Presidente venezuelano, e aconselhou o líder do executivo português a ouvir o que diz o chefe de Estado norte-americano, em vez de desvalorizar as suas reais intenções.
Reconhecendo que as pessoas se possam sentir “esmagadas pelo que está a acontecer” no mundo, Isabel Mendes Lopes frisou que “não tem de ser assim” e que o futuro e o presente é feito por todos, inclusive as pessoas que se escolhe para representar o país a nível internacional e nacional.
“Portugal pode e deve ser um acérrimo defensor dos direitos humanos e do direito internacional. Pode e deve ser uma voz ativa para que a União Europeia seja um projeto guiado pelos direitos humanos, pela solidariedade, pela democracia. Pode e deve fomentar novas alianças com países e estados democráticos pelo mundo”, pediu.








