
Morreu a jornalista ambiental Tatiana Schlossberg, neta de John F. Kennedy
A jornalista ambiental Tatiana Schlossberg, neta do falecido Presidente norte-americano John F. Kennedy, morreu aos 35 anos, adiantou a família.
Schlossberg, filha de Caroline Kennedy e Edwin Schlossberg, revelou que tinha um cancro terminal num ensaio publicado na revista The New Yorker em novembro.
A família divulgou hoje a sua morte num comunicado publicado nas redes sociais pela Fundação Biblioteca John F. Kennedy.
"A nossa querida Tatiana faleceu esta manhã. Estará sempre nos nossos corações", pode ler-se no comunicado da família citado pelo portal de notícias Politico.
A causa da morte e o local do falecimento não foram divulgados.
Schlossberg foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda em maio de 2024, aos 34 anos.
Após o nascimento do seu segundo filho, o seu médico reparou que a sua contagem de glóbulos brancos estava elevada e descobriu-se que se tratava de leucemia mieloide aguda com uma mutação rara, mais comum em pessoas idosas.
No ensaio "Uma Batalha com o Meu Sangue" ["A Battle With My Blood", em inglês], Schlossberg relatou as suas sessões de quimioterapia, dois transplantes de células estaminais e a sua participação em ensaios clínicos.
Schlossberg criticou ainda, no ensaio, as políticas defendidas pelo primo da sua mãe, o secretário de Saúde e Serviços Humanos do Governo norte-americano Robert F. Kennedy Jr., afirmando que as políticas que apoiava poderiam prejudicar doentes oncológicos.
A sua mãe tinha instado os senadores a rejeitarem a sua confirmação.
"À medida que passava cada vez mais tempo sob os cuidados de médicos, enfermeiros e investigadores que se esforçavam por melhorar a vida de outras pessoas, vi o Bobby cortar quase meio bilião de dólares da investigação de vacinas de mRNA, uma tecnologia que poderia ser utilizada contra certos tipos de cancro", pode ler-se.
Schlossberg trabalhou como repórter na cobertura das alterações climáticas e do ambiente para a secção de ciência do The New York Times.
O seu livro de 2019, "Consumo Inconspícuo: O Impacto Ambiental que Não Sabe que Tem" ("Inconspicuous Consumption: The Environmental Impact You Don't Know You Have"), ganhou o Prémio Rachel Carson para o Livro sobre o Ambiente da Sociedade de Jornalistas Ambientais em 2020.







