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Município de Viseu aprova orçamento de 153 milhões de euros para 2026

O executivo municipal de Viseu aprovou por maioria o Orçamento para 2026, num valor total de 153 milhões de euros, representando um aumento de cerca de 10 milhões face a este ano. Mas o presidente da autarquia, João Azevedo, sublinhou um conjunto de propostas que foram aprovadas por unanimidade. Pelo meio uma mão cheia de 'dores de cabeça' que estão a obrigar ao desenho de planos B

Esta foi, segundo João Azevedo, "uma reunião boa, com muito trabalho, com alguns dos pontos fundamentais para a cidade e para os viseenses a serem aprovados por unanimidade". Não foi o que aconteceu com o orçamento municipal que contou com cinco votos a favor e quatro abstenções. Um orçamento de 153 milhões de euros (câmara e SMAS), que sofreu um aumento de cerca de 10 milhões de euros relativamente a 2025 e que vai baixar à assembleia municipal no próximo dia 22.

Uma aposta que se vai refletir nas freguesias onde o aumento é de 240 mil euros; no desporto com um aumento de meio milhão de euros, na cultura que vai poder gastar mais 300 mil euros e no Viseu Social onde a verba disponibilizada cresce mais três milhões de euros.

Nós temos muitas obras para fazer e o quadro financeiro do município ajuda a obras que já são financiadas. Estamos a falar de obras na área do desporto, da saúde, da cultura onde temos inserido a requalificação do multiusos”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Viseu, alertando para o facto de se estar “na fase do planeamento e do desenho”, com a preocupação de quem quer “recuperar o tempo perdido”.

Mas também houve tempo para tomar “decisões difíceis”, como foi a rescisão contratual com o empreiteiro que estava a construir a residência para estudantes, na rua do Gonçalinho, por incumprimento e por atraso de execução. “A Câmara Municipal de Viseu tem um fardo pesado porque ao dia de hoje, pode não ter capacidade de garantir o financiamento de um milhão e novecentos mil euros que estava aprovado no PRR por incapacidade de execução, por atraso de obra, por incapacidade política de resolver o assunto no passado”, avançou João Azevedo, explicando que “a autarquia recebeu adiantando 509 mil euros e vai ter de os devolver e a não execução da obra até 31 de agosto obrigava a devolução total do dinheiro”.

Considerando que “esta é uma decisão com responsabilidade na defesa dos interesses dos viseenses”, o autarca explicou que, caso não fosse tomada, “a Câmara de Viseu seria penalizada em cerca de dois milhões de euros, a obra ficava a 30% da execução e a rua do Gonçalinho fechada”.

Adiantando que este é um problema que é preciso resolver e para a qual está a ser preparado um plano B, João Azevedo garante que “está é uma decisão disciplinada e disciplinadora, uma mensagem clara para quem trabalha para a câmara e uma mensagem clara para os viseenses de que se está a decidir no âmbito de uma disciplina política que terá de haver na Câmara de Viseu”.

E se as boas propostas foram aprovadas por unanimidade, procurando transmitir uma imagem positiva de um concelho que quer atrair mais pessoas e mais investimentos, as outras… ficam-se em parte pelas dores de cabeça.

É o que parece estar a acontecer com construção das USF. Faltando apenas oito meses para o fim do PRR,a 31 de agosto de 2026, João Azevedo alerta para o facto de não haver qualquer obra adjudicada. Com um valor de 19 milhões de euros, “algumas dessas obras nem projeto têm”.

O pacote da descentralização não tem hoje nenhuma execução física e faltam oito meses”, afirmou, adiantando que esta situação “vai obrigar o atual executivo a tomar uma “decisão disciplinada e disciplinadora” à semelhança do que acabou de ser feita com a residência de estudantes.

Na edição impressa de segunda-feira o Diário de Viseu irá destacar alguns dos “projetos aprovados para bem dos viseenses” como sendo a gratuicidade do MUV ou a criação do Parque de Tecnologia e Industria Criativa Almeida Henriques que está a ser projetado e planeado para a zona da Universidade Católica. Mas também a preocupação com o serviço de recolha dos lixos que dão um prejuízo de quatro milhões de euros ao município.

 

 

Dezembro 12, 2025 . 17:15

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