
Greve geral fecha dezenas de escolas na região
A greve geral realizada ontem, convocada pela CGTP e pela UGT contra a proposta de revisão do Código do Trabalho e a primeira paralisação conjunta das duas centrais desde junho de 2013, quando Portugal estava sob intervenção da 'troika', encerrou dezenas de escolas na região e causou também grandes perturbações nos transportes e outros serviços, tais como os da saúde.
Numa manifestação marcada para o Rossio e que juntou cerca de 60 pessoas, Francisco Almeida, da União dos Sindicatos de Viseu/CGTP- IN, explicou que mais de 70 estabelecimentos de ensino encerraram as portas.
“Hoje tivemos uma enorme resposta do mundo do trabalho. Não há margem de manobra que deixe qualquer espaço para outra decisão. Retirem o pacote laboral”, referiu o dirigente sindical. “Sempre dissemos, perante a dimensão do ataque, maior será a resposta dos trabalhadores”, acrescentou.
“O conteúdo deste pacote laboral, se se concretizasse, significaria um profundo retrocesso nos direitos de quem trabalha. Significaria a normalização da precariedade, a perpetuação da incerteza e da insegurança, a vida em suspenso”, defendeu.
“O governo achou que isto ia ser um passeio. Pois achou mal”, garantiu.
O primeiro-ministro afirmou ontem que só uma “parte minoritária” dos trabalhadores em Portugal aderiu à greve geral. Em declarações aos jornalistas, à saída da reunião do Conselho de Ministros, Luís Montenegro desvalorizou a adesão à paralisação.
“O país está a trabalhar e há uma parte do país que está a exercer o seu legítimo direito à greve”, afirmou.
“A parte que está a exercer o seu legítimo direito à greve é a parte minoritária. A parte largamente maioritária está a trabalhar. E nós estamos também a trabalhar”, referiu Luís Montenegro.








