
Alexandre Borges com fim de semana “agridoce” em Arteixo
O resultado final (12.º) lugar na final, teve sabor agridoce. Desde o primeiro contacto com a pista, um ambiente totalmente diferente do piso misto do campeonato português, o nelense mostrou a sua capacidade de adaptação. Reajustou o ‘setup’ manga após manga, afinando o ‘chassis’ ao ritmo de uma pista que não perdoa hesitações. O esforço deu frutos logo na tarde de domingo, com um 7.º tempo na ‘SuperPole’, entre mais de 50 participantes.
Na primeira corrida de qualificação, manteve o ritmo e fechou as contas em (9.º), integrado no grupo da frente. Na 2.ª qualificação, um toque empurrou-o para trás no pelotão. Mesmo assim, recusou baixar os braços e entrou nas mangas eliminatórias com mais intensidade, terminando a 2.ª manga eliminatória da série em 5.º, garantindo assim a entrada na desejada final.
No início da final, num gancho apertado e caótico, um piloto à sua frente travou e o toque foi inevitável, danificando o triângulo da direção, deixando o kartcross praticamente ingovernável.
Ainda assim, continuou, combatendo curva após curva e nunca desistiu até ao cair da bandeira de xadrez, cruzando a meta em 12.º lugar, num ato de pura resiliência.
E talvez seja esse o verdadeiro significado desta participação. Uma demonstração de adaptação, numa pista onde nada era familiar. De competitividade, ao colocar-se dentro do ‘top 10’ num pelotão de elite e de espírito de corrida, ao transformar adversidade em determinação até ao fim.








