
“Acima dos partidos estão Viseu e os viseenses”
Pedro Ribeiro quebrou o silêncio e explicou publicamente as razões que o levaram a desfiliar-se do PSD e a integrar o executivo municipal liderado por João Azevedo, após a polémica gerada pela decisão do partido de lhe retirar a confiança política.
A reação do PSD no início da semana
A concelhia dos sociais-democratas anunciou a medida três dias depois de Pedro Ribeiro ter tomado posse no Salão Nobre dos Paços do Concelho, justificando-a “com indignação” pelo afastamento do vereador “do projeto social-democrata que o elegeu” e por ter falhado com “a ética democrática e com a confiança” dos que o nomearam.
João Azevedo confirmou apoio de vereador
Na reunião de Câmara, realizada esta quarta-feira, e questionado sobre o apoio de Pedro Ribeiro, João Azevedo confirmou a situação e referiu que o executivo passará a contar com cinco elementos - o presidente e quatro vereadores - sublinhando que “o tempo dos partidos é um” mas que “agora é o tempo dos viseenses”. Defende ainda que “a estabilidade é uma obrigação de todos”.
De forma a contextualizar a decisão, Pedro Ribeiro publicou um longo comunicado nas redes sociais, revelando, ao detalhe, que aceitou o convite de João Azevedo para assumir pelouros no executivo, nomeadamente na área do Ambiente. O vereador, que durante o anterior mandato desempenhou funções nas áreas do Desporto, Ambiente, Juventude e Educação, referiu que recebeu o convite do atual presidente da câmara “reconhecendo a importância e qualidade do trabalho que estava a desenvolver no executivo anterior”.
Segundo relata, o dia seguinte ao convite foi de “reflexão e aconselhamento com pessoas próximas”, tendo comunicado a sua decisão pessoalmente a Fernando Ruas, ex-presidente da autarquia, e de seguida a João Paulo Gouveia. Nesse mesmo momento, apresentou o pedido formal de desfiliação do Partido Social Democrata, decisão que diz ter sido “oportunamente comunicada pela via institucional à concelhia e aos órgãos nacionais do partido”, lamentando que esse facto “não tenha merecido qualquer referência no comunicado oficial do PSD”.
"Entrega total" nos quatro anos de mandato
Pedro Ribeiro sublinha que, durante os quatro anos de mandato, a sua entrega foi “total”, tendo procurado sempre servir “com espírito de responsabilidade e compromisso”. Acrescenta que a decisão de aceitar os pelouros resulta do entendimento de que “o serviço público é uma verdadeira missão” e do desejo de “continuar a contribuir para o desenvolvimento sustentado do concelho”.

O vereador destaca ainda que a atribuição de pelouros a membros da oposição “tem sido prática recorrente a nível nacional, quer por PS, quer por PSD, e também no Município de Viseu, onde no passado executivos do PSD atribuíram pelouros a vereadores da oposição”.
Na sua reflexão, Pedro Ribeiro afirma que “os resultados das eleições indicam que os eleitores pretendem estabilidade governativa e um compromisso com o diálogo”, defendendo que o seu contributo visa “reforçar essa visão de futuro, sempre em prol de Viseu e dos viseenses”.
“Acima dos partidos e das questões ideológicas estão Viseu e os viseenses”
Conclui declarando que assume as novas funções “com total entrega, sentido de responsabilidade e consciência tranquila”, convicto de que “acima dos partidos e das questões ideológicas estão Viseu e os viseenses” e de que “os entendimentos são essenciais para superar os desafios da região, colocando o bem comum e o desenvolvimento do território em primeiro lugar”.








