
“Câmara tem obrigação de criar infraestruturas para o helicóptero do INEM”
A criação de condições para garantir a operacionalidade do helicóptero do INEM, a partir do aeródromo municipal, é uma das principais prioridades para o novo executivo, liderado por João Azevedo. No final da primeira reunião do executivo, o autarca explicou aos jornalistas que foi informado pelo INEM que “a Câmara tem como obrigação criar infraestruturas para que o helicóptero esteja em condições operacionais no aeródromo de Viseu”.
“Nós vamos ter que arranjar soluções para que isso aconteça nos próximos meses”, explicou João Azevedo, referindo que as condições “nunca foram criadas”, o que obriga a “tentar recuperar o tempo perdido”.
“Estamos a tratar do assunto com grande responsabilidade e urgência. É esse o nosso grande objetivo. Aquilo que nós lamentamos é o facto de esta decisão de infraestruturação não ter acontecido no tempo certo”, sublinhou, lembrando que está em causa o serviço prestado a partir de Viseu. “Nós temos que avaliar todas as possibilidades. O que é certo é que para que o helicóptero continue em Viseu, para estar operacional, tem que ter um hangar. E rápido”, acrescentou.

Grande proximidade
O presidente da autarquia viseense, que tomou posse na passada sexta-feira, juntamente com todos os outros eleitos dos órgãos autárquicos, garantiu que durante este mandato haverá uma gestão política de “grande proximidade”.
Nos contactos que tem feito ao longo dos últimos dias, percebeu que há situações de “carência infraestrutural em alguns edifícios municipais”. “Os nossos colaboradores têm que ter as melhores condições para desempenharem as suas funções. Com mais motivação, com mais vontade, porque isso tudo conta”, defendeu.
Revelou ainda que os próximos dias também serão decisivos para perceber quais os compromissos que a Câmara tem e quais as prioridades que deves ter relativamente aos investimentos, “cruzando naturalmente e obrigatoriamente com o programa eleitoral”.
Cinco pessoas em funções executivas
Questionado sobre o apoio de Pedro Ribeiro, vereador eleito na lista do PSD, ao executivo do PS, João Azevedo confirmou que haverá cinco pessoas em funções executivas, isto é, o presidente da câmara mais quatro vereadores.
“O tempo dos partidos é um. Agora é o tempo dos viseenses. Nós temos a obrigação de arranjar estabilidade. Eu decidi contactar o doutor Pedro Ribeiro e ele deu-me a honra de aceitar o convite e de estar em regime de permanência com funções executivas na Câmara Municipal de Viseu. Tem quatro anos de larga experiência como vereador na Câmara Municipal de Viseu”, começou por explicar.
“O doutor Pedro Ribeiro teve a coragem, a seriedade e a disponibilidade para assumir este compromisso. É com muita honra que o temos nesta equipa. Aliás, uma situação que não é inédita em Viseu, nem em muitos concelhos deste país. O que está escrito, é que em 1989 um vereador do Partido Socialista, chamado Jorge Carvalho integrou os executivos do doutor Fernando Ruas”, lembrou.
Tal como o nosso Jornal noticiou, a decisão de Pedro Ribeiro foi criticada pelo PSD de Viseu, que lhe retirou a confiança política, e pelo Chega Viseu.
Reunião da comunidade intermunicipal no dia 11
João Azevedo revelou ainda que convocou os presidentes dos restantes 13 municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões para a primeira reunião, marcada para 11 de novembro. Questionado sobre a disponibilidade para liderar a CIM, referiu que “Viseu está disponível para ser um concelho que cria pontes e não muros”. “E o presidente da Câmara do Viseu está sempre disponível para poder contribuir para que a região melhore”, acrescentou.
“Não havia nenhum procedimento para tratar os assuntos de iluminação e animação”
Face à proximidade da época natalícia, João Azevedo foi questionado sobre a programação para este Natal e o presidente da Câmara de Viseu admitiu que o assunto está atrasado. “Nós chegámos à Câmara e não havia nenhum procedimento para tratar os assuntos de iluminação e animação”, revelou.
“Não havia uma peça concursal preparada para lançar. Nem para o Natal, nem para o Fim de Ano. Os serviços estavam muito preocupados, porque não tiveram a luz verde para lançar. Nós temos de lutar contra o tempo para termos um Natal que dignifique os viseenses, os turistas, os empresários, o espírito natalício, tudo aquilo que envolve o Natal, tudo o que representa para as crianças, para as famílias”, concluiu.








