
Trabalhadores da Misericórdia de Viseu exigem mais do que o salário mínimo
Os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Viseu exigem receber mais do que o salário mínimo nacional e a uniformização dos períodos normais de trabalho para as 37 horas. Uma centena de trabalhadores esteve reunida num plenário convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro e, no final, foi à sede da Santa Casa entregar uma moção com as suas exigências.
“Fomos reiterar a necessidade de se aplicar a tabela salarial da CNIS (Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade), para fazer correspondência ao contrato coletivo de trabalho que se aplica por força de uma portaria de extensão de 2022”, disse à agência Lusa o dirigente sindical Afonso Figueiredo.
Segundo esse responsável, “embora aplique o contrato coletivo de trabalho, a Misericórdia não aplicou as revisões salariais posteriores, de 2023, 2024 e agora 2025, o que faz com que a maior parte dos trabalhadores neste momento aufira o salário mínimo nacional”.
Outra das exigências feitas foi “a uniformização das cargas horárias para as 37 horas semanais, uma vez que hoje dentro da Misericórdia há trabalhadores com cargas horárias diferentes, que vão das 35 às 40 horas semanais”, acrescentou.
Afonso Figueiredo contou que, na semana passada, o sindicato e a comissão sindical reuniram com o provedor da instituição, tendo-lhes sido transmitido que “não há intenção, para já, de aceder à reivindicação principal, que é a da aplicação da tabela salarial”.
Os trabalhadores não se conformam com o facto de receberem salários inferiores aos restantes que trabalham em outras Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) em que se aplica a convenção da CNIS.
No entanto, “houve uma abertura para se resolver a questão da uniformização para as 37 horas” e “foi resolvido um conjunto de outras questões, que se prendem com progressões na carreira”, acrescentou.
Caso a Santa Casa da Misericórdia de Viseu não dê uma resposta positiva às reivindicações, os trabalhadores poderão agendar formas de luta, como greves e concentrações.









