
“Estas são as festas de todo o concelho, para agradar a todas as faixas etárias”
Qual é a importância do Dia do Município para unificar e reforçar a identidade sampedrense?
O que eu sinto é que houve uma grande evolução no que diz respeito a obras públicas nestes últimos anos. Sentir a população mais unida… posso dizer que sim e que não. Por um lado, quando nós promovemos as marchas populares temos a população unida nesse aspecto, porque a população acaba por ser bairrista e nós temos uma série de marchas que vão atuar no domingo, o que à partida é bom, porque significa que as pessoas estão efetivamente unidas nesse aspecto. Depois, na questão da desunião, isso é um facto que se regista a nível nacional, em que cada vez mais as pessoas pensam mais em si próprias e no seu cantinho e são mais egoístas, mas isso não acontece apenas no nosso município, é uma tendência nacional. Nós esperamos que as pessoas se tornem melhores e trabalhem mais para o coletivo e deixem de pensar apenas nelas mesmas.
Esse sentimento bairrista de que fala pode ser exponenciado com a vivência das Festas da Cidade e do feriado nacional?
Sim, com o novo espaço que temos utilizado para as festas, no Parque da Cidade, o que se verifica é que tem havido cada vez mais associações e entidades a participarem no certame, no que diz respeito a tendinhas de comer e de beber. O que se verifica é que tendencialmente temos cada vez mais pessoas a comer naquele espaço das nossas festas. Por exemplo, amanhã, uma dessas associações que falei vai ter a jantar uma centena de pessoas. Ora, isto faz com que haja maior união, é uma forma de as associações conseguirem fazer algum dinheiro para as suas atividades e faz com que as direções dessas associações também se unam e trabalhem no sentido de um trabalho coletivo. Depois, sente-se esse tipo de união com as pessoas a participarem e aderirem a sair de casa e a estarem uns com os outros, a conviver. As nossas festas, nos moldes em que estão a ser feitas neste momento, envolvem muito mais gente, seja a organizar, a participar nas suas atividades ou simplesmente como público.
Como avalia o desempenho do movimento associativo local, nomeadamente nesta altura do ano?
Posso dizer-lhe que São Pedro do Sul deve ser o concelho do distrito de Viseu com mais coletividades em funcionamento regular durante todo o ano. Essa é uma realidade, porque tanto na parte desportiva como na parte cultural faz com que as pessoas se juntem e trabalhem para um bem coletivo. Atualmente, no que diz respeito à parte desportiva, temos uma equipa de andebol feminina na 1.ª Divisão Nacional, o que é algo inédito a nível do interior, temos uma equipa de hóquei em patins que agora passou à 2.ª Divisão, temos equipas de desporto, nomeadamente o Sampedrense, com bons resultados, e temos depois todos os nossos grupos folclóricos. Um deles vai agora atuar em Paris, o que é muito bom porque vai juntar os nossos emigrantes naquela região, e depois uma série de outros grupos, de teatro e outros, que levam o nome de São Pedro do Sul muito longe, o que para nós é muito importante.
Como habitualmente, o município vai homenagear várias personalidades. É sempre um momento importante reconhecer e distinguir os sampedrenses que se destacam nas suas áreas profissionais?
Este tipo de homenagem começou comigo em 2014, em que decidimos todos os anos homenagear as pessoas que nós entendíamos que mais sobressaíam no panorama nacional e isso tem sido conseguido. Este ano, escolhemos três pessoas e uma entidade para serem homenageados, porque são pessoas que se destacaram e levaram o nome de São Pedro do Sul e do nosso concelho ao resto do país. No caso da entidade, e estamos a falar da Santa Casa da Misericórdia de Santo António de São Pedro do Sul, que este ano faz 150 anos e entendemos por bem homenagear pelos seus longos anos de atividade. É uma das entidades mais antigas que nós temos no concelho e também por isso decidimos fazer esta homenagem. Faremos igualmente também uma homenagem pública aos funcionários municipais que fazem 25 anos de serviço. Já há alguns anos a esta parte que estamos a fazer este tipo de atividade, porque muitas vezes os funcionários do município não são considerados, não lhes é dada muita importância, mas a verdade é que é importante que os funcionários do município se sintam motivados. Não é nenhum prémio especial, mas é uma lembrança e um reconhecimento que nós lhes damos, porque são funcionários de qualidade e que merecem este destaque também no nosso feriado municipal.
Nas Festas da Cidade deste ano pontifica o nome de Daniela Mercury, consagrada artista brasileira. Foi difícil a sua contratação?
Os contactos tinham vindo a ser feitos ao longo do ano, ela vem fazer uma digressão a Portugal, atuando em dez locais do nosso país, em junho e julho. Foi uma questão de oportunidade nós conseguirmos “agarrar” a Daniela Mercury para vir hoje atuar a São Pedro do Sul, mas foi algo que veio dos contactos que vemos tendo ao longo dos anos com as empresas que fazem a contratação destes artistas.
Este concerto contribuiu para o aumento do orçamento das festas deste ano?
Não, as festas de uma maneira geral têm um investimento maior. Por vezes, há quem diga que não se devia gastar tanto dinheiro em festas, que se podia meter mais alcatrão nas estradas, ou mais água e mais saneamento. A verdade é que no caso de São Pedro do Sul nós temos metido alcatrão, água e saneamento, cada vez mais, e ao mesmo tempo proporcionamos atividades como este certame, porque tem de haver espaço para as pessoas se divertirem e poderem sair de casa. Acaba por ser uma terapia sair de casa, encontrar amigos, conviver com eles, porque estas são as Festas da Cidade, são as festas de todo o concelho, não é uma festa de uma aldeia, são de toda uma cidade e região e que fazem com que as pessoas que estão fora possam vir cá celebrar connosco e verem tudo aquilo que de melhor temos no nosso concelho, porque é muito importante a promoção do nosso território.
As festas deste ano têm seis dias de programação diversificada. Há alguma expetativa em relação à afluência?
Não temos essa expetativa, mas de certeza absoluta que as Festas da Cidade vão ser um grande sucesso. Esperemos que não chova (risos). O único problema que iremos ter é a questão do estacionamento para tanto carro que irá invadir o nosso concelho nesses dias. Mas será um certame muito bom para São Pedro do Sul. A partir do momento em que passámos as festas para o Parque da Cidade nota-se a presença de cada vez mais pessoas e isso é muito importante porque queremos sempre atrair visitantes ao nosso território.
O que quer destacar da programação das festas deste ano?
Destaco Os Quatro e Meia, um grupo de nomeada a nível nacional, que tem cada vez mais admiradores, que irá atuar amanhã no Parque da Cidade. Já andávamos à volta deste grupo há alguns anos a esta parte, mas os valores pedidos eram demasiado altos para o nosso orçamento. Conseguimos trazê-los este ano a São Pedro do Sul, porque eu fazia questão e era uma pretensão minha. Já andava de volta da vereadora da Cultura há muito tempo para que Os Quatro e Meia viessem a São Pedro do Sul e este ano houve oportunidade para isso.
Haverá um grande aumento no número de expositores presentes?
O número aumentará significativamente, agora o problema que se põe é que já temos bastantes expositores e o espaço começa a ser pequeno para tanta procura. O que nós pretendemos é conseguir albergar e satisfazer toda a gente. O que nós pretendemos fazer com as festas é dedicá-las a todas as faixas etárias e a verdade é que conseguimos trazer grupos, em dias diferentes, um pouco para todas elas. Teremos grupos para jovens, para menos jovens, pessoas mais idosas. Pretendemos fazer umas festas que sejam do agrado de todos e é isso que temos conseguido ao longo dos anos e este ano não será diferente com o cartaz que temos.








