
“O Barrelas Summer Fest prima pela qualidade”
No seu ano de estreia, o festival de música paivense Barrelas Summer Fest ofereceu um cartaz onde pontificavam os britânicos James. Um ano depois, o evento duplicou o número de dias e de vedetas internacionais. A 29 e 30 de agosto, o brasileiro Gabriel o Pensador e os britânicos Skunk Anansie atrairão certamente largos milhares de festivaleiros a Vila Nova de Paiva, até porque no cartaz estão ainda nomes de inegável qualidade musical como Ornatos Violeta, Capitão Fausto, Richie Campbell, Hybrid Theory e os espanhóis Calle del Ruido.
Paulo Marques, presidente do município paivense, mostrou-se bastante satisfeito com o alinhamento do festival, que este ano apresenta “uma maior mistura de estilos musicais”, mas que “prima pela qualidade”.
“Era o alinhamento que ambicionava, com artistas de eleição, e certamente que não haverá muitos festivais com uma oferta como a nossa, porque ver uma banda da magnitude dos Skunk Anansie a atuar em Vila Nova de Paiva só nos pode deixar muito satisfeitos”, adiantou.
Para a segunda edição, o objetivo foi elevar a fasquia em termos de qualidade, mas sempre com os pés bem assentes na terra, “por isso, esperamos que a recetividade do público também seja condizente com este nosso esforço de fazer deste festival um evento marcante para o presente e para o futuro”.
Chegar a uma banda como os Skunk Anansie, que lançou em maio o álbum “The Painful Truth” e já vendeu mais de cinco milhões de álbuns em todo o mundo, não foi uma tarefa fácil, foi “uma luta de vários meses”.
“Foi mais uma questão de verba do que de agenda, porque eles estiveram em Portugal há pouco tempo e só têm feito salas, não festivais, por isso convencê-los a vir atuar num festival foi mais difícil, porque eles têm estado a apresentar o novo álbum em salas de concertos. Mas como correu tão bem no Porto e em Lisboa, houve gente que ficou sem bilhete que queria ter visto e não teve oportunidade, houve alguma sensibilidade da parte da banda para regressar a Portugal”, acrescentou o autarca.
Em agosto, a banda britânica atuará em Vila Nova de Paiva e depois no Festival do Crato.
Com dois dias de festival, o investimento “aumentou substancialmente”, reconheceu Paulo Marques, que confessou estar “à espera também de um maior retorno, por isso estamos a fazer as contas de modo a que tudo corra bem e que financeiramente seja melhor do que no ano passado”.
“O festival nunca seria um prejuízo, porque termos aqui mais do que a população do concelho em dois dias é sempre muito bom para o nosso território e muito enriquecedor para todos nós e para todos os agentes económicos que estão aqui envolvidos e que podem aproveitar muito este festival”, sustentou.
Ao nível do alojamento e da restauração, o concelho está preparado, assevera o autarca, explicando que o festival passou a ter dois dias precisamente no sentido de “podermos fixar aqui visitantes durante um fim de semana”.
Paulo Marques regozijou-se por o seu concelho estar novamente “nas bocas do mundo”, à semelhança do ano passado, enfatizando que a intenção era precisamente essa, a de colocar Vila Nova de Paiva no mapa.
A finalizar, quisemos saber a opinião do autarca sobre a “concorrência” do Mateus Fest, que decorrerá em Viseu nos mesmos dias, inserido na Feira de São Mateus.
“Não estou preocupado com a concorrência, nós seguimos o nosso caminho, que está certo, definido e feito de uma maneira coerente e séria. Preocupo-me em ter aqui um grande festival, para Vila Nova de Paiva, para a região e para o país, porque penso de um modo global”, concluiu Paulo Marques.








