
A Quinta do Vale Minhoto organiza casamentos onde “tudo é possível”
Ao chegarmos, a moldura de arvoredo que nos acompanhava já nos fazia adivinhar que ali o cenário só poderia ser de encantar. E não desiludiu. Casas de campo, cada uma mais pitoresca que a outra, bosques de perder de vista e muitos espaços verdes. Abriu portas em 2010 e, conta-nos Cília Simões, proprietária da Quinta do Vale Minhoto, já cumpriu com o sonho de ser “uma das melhores quintas para casamentos”.
Isto porque há muito amor na organização de um evento que fica para sempre na memória de noivos e convidados, mas também porque “fazemos casamentos personalizados, em que os noivos acabam por nos falar das ideias que têm e nós ajustamos sempre o casamento, não são eles que se ajustam a nós”.
E, por isso, os pacotes são feitos à medida de cada casal. “Fazemos reuniões, vamos criando alguma empatia e vamos vendo o que pretendem. E em função do que os noivos quiserem, nós ajustamos o espaço e a decoração”, garantiu, adiantando que “até costumamos fazer casamentos completamente ao ar livre”.
Como costuma dizer, na Quinta do Vale Minhoto “podemos fazer um casamento chave na mão”, com direito a espaço, catering, fotógrafo, decoração, animação infantil, alojamento e ainda organização e celebração de cerimónias civis ou religiosas, entre outros serviços. A propriedade de 15 hectares, além dos espaços verdes e jardins centenários, conta com quatro casas de campo totalmente equipadas que se dividem por 15 quartos.
“Fazemos casamentos em exclusividade, ou seja, só fazemos um casamento por dia e a quinta acaba por estar ao dispor do casamento”, estando os quartos disponíveis para noivos e convidados que queiram pernoitar no Vale Minhoto.
Já a decoração, essa é o forte de Cília Simões. O amor pela flora e a fauna da quinta é, claramente, visível. No vale, aproveita-se tudo o que é local e de época, incluindo as bonitas flores que já moram na estufa da quinta. “Estamos em modo de produção biológico, em que temos estufas com hortícolas e também com flores”, desde dálias café au lait, “que são gigantes e da cor do café com leite”, flores cadáver, árvore da chuva e ainda as mais clássicas.
“Aparece-nos uma diversidade muito grande de conceitos porque, às vezes, não é preciso muito para ter um casamento muito bonito”, admitiu.
Ali, tudo é feito com “precisão, requinte e elegância” até porque, refere Cília Simões, o melhor é chegar ao fim da noite de um casamento e “as noivas virem ter comigo e esborracharem-me de beijos”.
Uma quinta que não é só casamentos
E logo ali, bem no centro da quinta, está o restaurante do Vale Minhoto, um novo conceito que abre portas de segunda a sexta-feira. A gastronomia é, sem dúvida, das beiras e sempre com ingredientes frescos e da terra. Por exemplo, os boletos que nascem junto aos castanheiros que preenchem parte da quinta, são utilizados no restaurante, onde a prioridade é “trabalhar consoante os produtos da época até porque adaptamos os menus ao que vamos tendo na quinta”.
A ideia é também oferecer uma ampla seleção de pratos combinados com sabores autênticos e típicos do território pelas mãos de dois chefs, ou melhor, “duas preciosidades”.
É um tipo de cozinha que tem uma mise en place (processo de preparação) muito complicada, mas que é muito equilibrada”, assegurou. O atendimento é, como não poderia deixar de ser, personalizado e adaptado às exigências do cliente.
E porque tudo o que é bom é local, a Quinta Vale de Minhoto promove este domingo uma campanha de apanha de mirtilos “Apanha e Paga”, onde “quem quiser vem, apanha, pesa e leva para casa”, adiantou. O mesmo se passa com outros frutos ao longo do ano.







