
“Portugal vai a eleições porque o Governo esgotou o projeto para o país”
José Alberto Lopes
A campanha eleitoral para as Legislativas de 18 de maio começou no domingo, com o PS a escolher os distritos de Braga e Viana do Castelo para o arranque. Ontem, foi a vez do distrito de Viseu, com a comitiva socialista a percorrer vários municípios, culminando com um comício na Aula Magna do IPV, que se encontrava lotado.
Pedro Nuno Santos foi perentório na sua avaliação do trabalho realizado pelo Governo AD. No seu entender, “o país vai a eleições porque a AD está a travar o país, com falhanços rotundos na habitação, com o preço das casas e das rendas a disparar no último ano, e na saúde, através de uma incompetente gestão do SNS”. O candidato socialista considerou que o Governo “esgotou o projeto para o país” e que o seu líder “esgotou a sua credibilidade”, não tendo por isso “idoneidade para receber a confiança dos portugueses”.
As críticas foram ainda mais longe quando referiu que a coligação AD “gastou o excedente herdado pelo PS e mais não fez do que cortar as fitas de projetos lançados pelos governos socialistas”. Tal como no debate de domingo, voltou a salientar que a AD “não se pode queixar nem do PS, nem de mim próprio, porque viabilizámos o Orçamento de Estado, a eleição do presidente da Assembleia da República e votámos contra duas moções de censura, porque nunca quisémos ser um fator de instabilidade”.
“Eu estou aqui inteiro, transparente, com qualidades e defeitos, forças e fraquezas como todos, mas sem nunca enganar ninguém, sem evitar escrutínios e sem me esconder dos portugueses”, garantiu aos viseenses, acrescentando que Luís Montenegro, há um ano a esta parte, “se esconde, mente e engana os portugueses”.
A Aula Magna, onde estavam todos os autarcas socialistas do distrito, recebeu também as intervenções de Armando Mourisco, presidente da Federação Distrital do PS, Sofia Pereira, presidente da JS Viseu, e Elza Pais, cabeça de lista pelo partido às eleições legislativas.
“Nós precisamos de um homem límpido, transparente e frontal, que não tenha medo de assumir as suas posições, e por isso temos esta mobilização e esta força aqui hoje que Viseu quer transmitir ao nosso candidato”, afirmou o primeiro.
Sofia Pereira destacou a energia e a dinamização da juventude em redor de Pedro Nuno Santos e criticou os tão propalados “ziguezagues” de Montenegro no debate de domingo, acusando-o de uma incoerência “que ameaça a economia portuguesa”.
Elza Pais enalteceu a proposta do PS de baixar as 40 horas de trabalho semanais para as 37,5 horas, “uma medida essencial para a revolução que queremos fazer neste país”.








