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Câmara lança concurso para a construção de edifício que vai albergar quatro USF

Projeto, que vai nascer na Avenida da Europa e representa um investimento de 10,9 milhões de euros, vai albergar as Unidades de Saúde Familiar Infante D. Henrique, Lusitana, Alves Martins e Viseu Cidade, atualmente no edifício da Segurança Social, na cidade.

Na última reunião de câmara, foi aprovada a abertura de um procedimento de concurso público para a empreitada de conceção e execução do novo edifício da Avenida da Europa, que irá albergar as Unidade de Saú­de Familiar (USF) atualmente instaladas no edifício da Segurança Social: Infante D. Henrique, Lusitana, Alves Martins e Viseu Cidade. O preço base ascende a 10,9 milhões de euros e o prazo da obra é de 870 dias.
Esta empreitada foi aprovada, mas com abstenção dos vereadores do PS “apenas na questão da localização” da mesma.
“Vamos ter duas USF por cada bloco, com uma pala a juntá-las. O projeto será na Avenida da Europa, para evitar que as pessoas andem de um lado para o outro, fica tudo concentrado, porque é uma zona que ainda tem uma acessibilidade fácil. Depois, queremos concentrar os serviços públicos espalhados pela cidade, alguns a pagar ren­da desnecessariamente, no edifício da caixa, com um balcão único”, afirmou o presidente do município, Fernando Ruas.
Este foi um dos pontos da ordem do dia da reunião do executivo, na quinta-feira, onde foi aprovado o lançamento de concurso para a empreitada de reabilitação da Escola EB1 de Guimarães, para habitação acessível. Permitirá criar um fogo habitacional, num investimento de cerca de 125 mil euros.

Serviço de transporte flexível “Ir e Vir” chega a Viseu
Fernando Ruas adiantou que o serviço “Ir e Vir”, da CIM Viseu Dão Lafões, será implementado no concelho, incluin­do todas as freguesias que não são abrangidas pelo transporte público. “Mal tive oportunidade para implementar este serviço em Viseu, trouxe-o para cá e este irá estar a funcionar até finais de maio”, revelou.
O autarca anunciou que a CIM está a considerar estender o serviço aos utilizadores da linha ferroviária.
“É uma ideia que já foi colocada à secretária de Estado da Mobilidade e eu estou interessado em trazê-la para cá. Vai fazer com que alguém que queira vir, por exemplo, de Lisboa para Povolide, tenha a possibilidade de comprar tudo num bilhete, a viagem de comboio para Nelas ou Mangualde e depois o “Ir e Vir” até Povolide. Seria uma comunicação entre duas entidades, que depois fariam as contas entre si”, enfatizou.
Fernando Ruas abordou a questão dos transportes, defendendo uma integração do município “no chapéu dos transportes da CIM Viseu Dão Lafões”. Acrescentou que só falta dirimir questões burocráticas para o transporte urbano da cidade ser gerido pela CIM, uma vez que esta já terá aprovado a sua adesão.

Entendimento para ocupação por comodato
Ainda em relação ao plano de reabilitação e revitalização da zona Norte da cidade, Fernando Ruas abordou a obra de requalificação do edifício da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVRD) e o entendimento institucional para uma futura ocupação por comodato.
“Os serviços jurídicos da câmara e da CVR produziram um documento que aponta para a ocupação por comodato, porque sabemos das limitações da CVR em termos de acompa­nhamento de uma obra. Vamos assumir a gestão da transformação do edifício e depois entregá-lo à CVRD nas condições que a legislação permite. A CVR quer voltar para essas instalações, saindo do Solar do Dão, que nós aproveitaremos para eventos culturais, desportivos e de cariz ambiental, até porque o edifício é da câmara, apesar de ser ocupado regularmente pela CVR”, concluiu.

 

Estratégia para controlar as ocupações ilegais na cidade

Um dos pontos da reunião foi o despejo administrativo de cinco casas em Paradinha. O problema reside na ocupação ilegal de casas. “A câmara, a polícia e o Ministério Público eram confrontados, quando havia uma vaga, com ocupações ilegais, ou seja, pessoas que a ocupavam sem qualquer autorização, mas já definimos o que vai ser feito. A câmara deu agora aval ao despejo administrativo de cinco casas, todas no Bairro Social de Paradinha, e quando se marcar a ocupação, hão-de lá estar as três entidades referidas para proceder à entrega, porque queremos evitar situações complicadas e desagradáveis. Até aqui, era a desobediência à câmara, agora passa a ser também ao Ministério Público e à polícia, e esta última, quando quer tirar, tira mesmo as pessoas que estão indevidamente nas casas”,
referiu Fernando Ruas.
O autarca considera que, atualmente, naquele bairro, “que fui eu que mandei fazer”, mais de 90% das pessoas “são de etnia cigana e tenho a certeza que muitos deles foram à custa de ocupações ilegais”.

Abril 24, 2025 . 17:52

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