Os períodos de calor intenso que se têm sentido no país levaram a vindima, cujo início tradicionalmente tinha lugar em setembro, a ser antecipada em algumas regiões, como no Alentejo, onde as colheitas começaram em julho.
Em vésperas da vindima no Douro, os viticultores Manuel Veiga e José Ventura ainda não sabem o que fazer com as uvas porque as empresas com que trabalham informaram que não vão comprar ou vão comprar menos uvas.
As chuvas intensas provocaram derrocadas em patamares, socalcos e muros da Região Demarcada do Douro, atingindo caminhos e estradas, com prejuízos ainda não contabilizados, mas que também afetam o enoturismo e os negócios dos viticultores.
Na altura das vindimas, as ações de fiscalização são reforçadas na Região Demarcada do Douro (RDD), fazendo-se um acompanhamento desde a vinha até aos centros de vinificação para assegurar a autenticidade das uvas.