
PSD/Congresso: Direção de Montenegro eleita com 88% dos votos
Os resultados foram anunciados no 43.º Congresso Nacional do PSD, realizado no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, no distrito de Aveiro, apenas com a indicação de que a lista proposta pelo presidente do partido teve 592 votos favoráveis.
Segundo dados depois fornecidos à Lusa pela secretaria-geral do PSD, a lista para a Comissão Política Nacional teve 21 nulos e 60 em branco, numa votação em que participaram 673 delegados. Os 573 votos favoráveis correspondem a 88% dos votos.
Há dois anos, no Congresso de Braga, a equipa proposta por Luís Montenegro para a Comissão Política Nacional foi eleita com 92,3% dos votos. Em 2022, no Congresso do Porto, a sua lista para o órgão de direção política permanente do partido teve 91,6% dos votos.
Luís Montenegro, que lidera o PSD desde 2022 e é primeiro-ministro desde 2024, foi reeleito em 30 de maio passado para mais um mandato de dois anos como presidente do PSD, com 94,8% dos votos, em eleições diretas às quais concorreu sem oposição interna, em que participaram cerca de 27% dos eleitores inscritos.
Para a Comissão Nacional de Auditoria Financeira, a lista proposta pelo presidente do PSD, é presidida por Ana Paula Martins, ministra da Saúde – que presidia ao Conselho de Jurisdição Nacional – foi eleita com 603 votos a favor.
No sábado, primeiro dia do 43.º Congresso Nacional do PSD a moção de estratégia global de Luís Montenegro, intitulada "Trabalhar – Fazer Portugal Maior", foi eleita por unanimidade, numa votação por braço no ar.
Ao fim do dia, o presidente do PSD anunciou que iriam integrar a sua nova equipa de direção, como vice-presidentes, o eurodeputado Sebastião Bugalho – que será porta-voz do partido – e os presidentes das câmaras municipais de Lisboa, Carlos Moedas, e do Porto, Pedro Duarte.
Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, continuará como secretário-geral do partido.
Montenegro mantém a antiga ministra Leonor Beleza como primeira vice-presidente do PSD. Continuam também como vice-presidentes Alexandre Poço e Inês Palma Ramalho.
Saíram da sua equipa os até agora vice-presidentes Carlos Coelho, que vai liderar ao Instituto Sá Carneiro, Lucinda Dâmaso, presidente da UGT, enquanto Rui Rocha passa a vogal.
Como vogais, mantêm-se os ministros Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz, Margarida Balseiro Lopes, António Leitão Amaro e Joaquim Miranda Sarmento, assim como Fermelinda Carvalho, Helena Teodósio, Germana Rocha e Filomena Sintra. Saiu o antigo ministro Pedro Reis, que entrou porém na lista de Montenegro ao Conselho Nacional, órgão máximo entre congressos.







