
Viseu inaugura hoje iluminação cénica na rua Direita
É a rua Direita que assume, este ano, o protagonismo das comemorações do Revolução dos Cravos em Viseu, transformando-se no grande eixo cultural e simbólico da cidade na véspera e no Dia da Liberdade.
As celebrações arrancam já esta noite, pelas 21h30, com concentração nas “4 Esquinas” e um percurso até à rua Direita, onde será ligada a nova iluminação cénica, pensada para valorizar esta emblemática artéria do centrohistórico.
É também aqui que nascem os primeiros momentos musicais, com atuações de O Marta, da banda Brio e dos Outlaw Alliance, num percurso artístico entre as “4 Esquinas” e a confluência com a rua D. Duarte.
A celebração prolonga-se com o Festival Termómetro a chegar ao Carmo 81, numa edição que conta com curadoria e apresentação de Fernando Alvim, trazendo a palco projetos emergentes.
Mas é no próprio Dia da Liberdade que a rua Direita ganha ainda maior densidade simbólica. Ao longo do dia, será espaço de evocação da censura e da resistência antes de 1974, através de performances que cruzam poesia, teatro e música. Textos de autores como José Mário Branco, Ary dos Santos e José Cutileiro darão corpo a um percurso artístico que parte da memória da repressão para a celebração da liberdade.
As performances, dinamizadas pelo Grupo OFF, terão dois momentos: às 12h30, com início no Largo Mouzinho de Albuquerque, e às 18h00, a partir das “4 Esquinas”, atravessando a Rua Direita como um verdadeiro palco de expressão e cidadania.
O programa culmina à noite, na Fonte das Três Bicas, com o concerto de Luís Varatojo e o seu projeto LUTA LIVRE, num espetáculo que cruza música e intervenção, acompanhado pelo Vox Visio Coral e pela Banda Filarmónica de Ribafeita.








