
Tsunami de 80 centímetros atinge Japão após sismo de 7,4. Não há vítimas
Uma onda de tsunami de 80 centímetros atingiu hoje um porto no norte do Japão, após um sismo de magnitude 7,4 ter abalado o norte do país, anunciou a Agência Meteorológica Japonesa (JMA).
A onda foi observada às 17:34 (09:34 em Lisboa) no porto de Kuji, na prefeitura de Iwate, dois minutos após uma primeira vaga de 70 centímetros e 41 minutos depois do sismo, precisou a JMA.
“Por favor, saiam imediatamente das zonas” assinaladas, pediu a primeira-ministra, Sanae Takaichi, numa mensagem em vídeo divulgada pela televisão NHK.
O sismo ocorreu nas águas do Pacífico, ao largo da costa norte da prefeitura de Iwate, a cerca de 100 quilómetros do porto de Kuji, na costa de Sanriku, a uma profundidade de 10 quilómetros, segundo dados preliminares.
A JMA emitiu alertas de tsunami para as zonas costeiras desde Hokkaido até à prefeitura de Fukushima, com ondas que poderiam atingir os três metros.
O porto de Kuji registou até agora as ondas mais altas do maremoto, não havendo, até ao momento, registo de vítimas.
Takaichi informou em declarações à imprensa que o seu gabinete estava a “confirmar a extensão dos danos humanos e materiais”.
A JMA alertou que eram de esperar danos causados pelas ondas do tsunami.
“Abandonem imediatamente as regiões costeiras e as zonas ribeirinhas para um local mais seguro, como um terreno elevado ou um edifício de evacuação”, declarou a agência.
“Prevê-se que as ondas do maremoto atinjam a costa repetidamente. Não abandonem os locais seguros enquanto o alerta não for levantado”, acrescentou.
A NHK, que interrompeu de imediato a programação normal para dar informações sobre o sismo e o tsunami, tem estado a divulgar imagens da zona afetada, sem que se vejam estragos significativos.
“Vão para locais seguros, não arrisquem a vida”, pediu diversas vezes uma locutora de serviço de acordo com o serviço em inglês da NHK, enquanto se viam imagens em direto das ondas de tsunami em zonas portuárias.
As autoridades alertaram que ondas superiores às já observadas poderão atingir a costa japonesa.
O centro de avisos de Honolulu alertou para a possibilidade de ondas de tsunami atingirem países e territórios como Rússia, Coreia do Norte, Guam, Ilhas Marshall, Marinas do Norte e Filipinas.
O diretor da Divisão de Observação de Terremotos e Tsunamis da JMA, Shinji Kiyomoto, alertou para a possibilidade de ocorrerem sismos de escala semelhante na mesma zona nos próximos dias, como aconteceu em ocasiões anteriores.
Os operadores nucleares não detetaram anomalias nem níveis invulgares de radioatividade em torno das centrais nucleares, noticiou a NHK, citada pela agência de notícias espanhola EFE.
A empresa de energia TEPCO anunciou que “não foi confirmado qualquer impacto” nas instalações nem na infraestrutura das suas centrais nucleares, mas confirmou que ordenou a saída dos trabalhadores em Fukushima Daiichi e Fukushima Daini.
Devido aos cortes de eletricidade e à ativação do sistema de prevenção, o serviço de comboios, incluindo o comboio de alta velocidade, foi suspenso em vários pontos do país, como no trajeto entre Tóquio e Shizuoka.
No início de dezembro de 2025, um sismo de 7,5 ao largo da costa da prefeitura de Aomori causou mais de trinta feridos e provocou ondas de até 70 centímetros, mas não foram reportados danos maiores.
O Japão situa-se sobre o chamado Anel de Fogo, uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, e sofre sismos com relativa frequência, pelo que as infraestruturas do país estão especialmente desenhadas para resistir aos abalos.








