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Mortágua encerra ano com saldo positivo de gerência de 3,8 milhões de euros

Autarca Ricardo Pardal sublinha a importância do município continuar a demonstrar boas contas, rigor e controle orçamental, quer ao nível da receita quer da despesa

A Câmara Municipal aprovou a 1ª Revisão ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano, com a introdução do saldo de gerência do ano anterior, no valor de 3.860.763,38 euros. Este valor é superior ao apurado em 2024, que foi de 3.469.643,00 euros.
Este procedimento de revisão permite a utilização formal des­ta verba como reforço do Orça­mento em vigor e dos montantes previstos nas Grandes Opções do Plano, em termos de definição e ajustamento das verbas alocadas a cada proje­to/­investimento. Em termos contabilísticos traduz-se num reforço da receita no valor de 3.939.763,38 euros, num reforço da despesa no valor de 3.984.763,38 euros, e numa anulação de despesa no valor de 45.000,00 euros.
No caso das GOP, este reforço de dotação global vai permitir dar execução a projetos/obras cruciais para o desenvolvimen­to do concelho e a projetos de candidaturas com cofinanciamento aprovado. Obras como a 2ª ampliação do Parque industrial (já iniciada), a reabilitação/modernização da ETAR de Mortágua, entre outras.
Com a incorporação deste saldo, o Orçamento para 2026, que tinha uma dotação inicial de 19 milhões de euros, passa a ter uma dotação final global de 23 milhões de euros.
O presidente da Câmara, Ricardo Pardal, destaca a poupança de cerca de 400 mil euros obtida, em contraciclo a um ano de eleições autárquicas, como resultado sobretudo de poupança de despesa corrente, que pôde ser aplicada em despesa de capital (investimento).
Acresce que o município tem a receber cerca de meio milhão de euros de candidaturas, já executadas, cujas verbas, devido a atrasos, só vão ter repercussão no Orçamento do corrente ano.
Ricardo Pardal sublinha a importância do município continuar a demonstrar boas contas, rigor e controle orçamental, quer ao nível da receita quer sobretudo da despesa.
Esta situação permite ao município dispor de uma almofada financeira para acorrer, por exemplo, a situações imprevistas ou excecionais, como aconteceu com os efeitos das tempestades, em que se calculam prejuízos na ordem dos 350 a 400 mil euros em infraestruturas e equipamentos públicos.
Ricardo Pardal refere o cuida­do que tem havido de executar orçamentos realistas, de só se avançar para investimentos que tenham financiamento garantido e não cair na tentação de empolar receitas que depois não se materializam. “Não podemos gastar o que não temos, é uma regra básica da prudência orçamental”, diz.
Adianta ainda que serão feitas outras revisões ao Orçamento e às GOP, quando forem aprovadas várias candidaturas apresentadas (requalificação das linhas de água das várzeas de Mortágua e da Fraga, requalificação do Largo da Feira de Vale de Açores e zona envolvente, construção de 24 moradias a custos controlados em Vale de Açores, as novas ligações pedonais e cicláveis), e com o esperado financiamento dos prejuízos causados pela tempestade Kristin no concelho.

Março 5, 2026 . 16:15

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