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ULS de Coimbra desmente que doente oncológica tenha esperado no chão por macas

"Em nenhum momento, a ULS de Coimbra permitiu, nem permitiria, que uma doente permanecesse no chão por inexistência de meios, seja ela doente oncológica ou não", garante em comunicado

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra desmente que uma doente oncológica terminal tenha esperada, deitada no chão da Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra, por macas, como foi relatado pelo seu filho, numa publicação no Facebook.

Num segundo comunicado, depois de ter avançado que iria averiguar o que aconteceu, a ULS de Coimbra avança, recorrendo aos «registos clínicos e testemunhos dos profissionais envolvidos», que «não corresponde à verdade» que a doente tenha «permanecido deitada no chão por falta de macas».

«De acordo com o relato dos profissionais, o enfermeiro da pré-triagem foi abordado por um familiar com pedido de uma maca; após avaliação da situação no local, foi verificado que a doente se encontrava calma, orientada e capaz de se sentar, tendo sido disponibilizada uma cadeira de rodas, com apoio de um segurança; a doente entrou no Serviço de Urgência sentada em cadeira de rodas, acompanhada por dois familiares, situação corroborada pelos seguranças de serviço», descreve a ULS de Coimbra.

«Durante um curto intervalo temporal, um familiar decidiu regressar ao veículo, trazer uma manta, estendê-la no chão e deitar a doente, anunciando a intenção de fotografar e divulgar imagens», continua o comunicado, adiantando que «um bombeiro alertou imediatamente a equipa de enfermagem de que a utente se iria deitar no chão e esta interveio de imediato, procedendo à triagem da doente».

«Importa sublinhar que, em nenhum momento, a ULS de Coimbra permitiu, nem permitiria, que uma doente permanecesse no chão por inexistência de meios, seja ela doente oncológica ou não», garante.

A ULS de Coimbra esclarece ainda que a doente em causa «recorreu ao Serviço de Urgência em dois momentos distintos, tendo sido sempre triada com prioridade clínica laranja (muito urgente), de acordo com as queixas apresentadas, e observada dentro dos tempos-alvo definidos», fazendo a descrição pormenorizada de exames e acompanhamento da mesma, nas duas ocasiões.

«Em ambos os episódios, a doente foi avaliada, medicada e acompanhada clinicamente, de acordo com as boas práticas e os protocolos vigentes», garante.

A ULS de Coimbra faz ainda «a defesa dos profissionais», rejeitando «de forma clara e inequívoca, as acusações dirigidas aos seus profissionais».

«As equipas do Serviço de Urgência têm enfrentado turnos particularmente exigentes e penosos, num contexto de elevada pressão assistencial, atuando sempre com profissionalismo, humanidade e respeito pelos doentes. Este tipo de acusações infundadas e de exploração mediática não faz justiça ao trabalho diário feito no Serviço Nacional de Saúde por médicos, enfermeiros, assistentes técnicos, assistentes operacionais e demais profissionais que asseguram cuidados em condições muitas vezes difíceis», escreve.

«A ULS de Coimbra mantém-se totalmente disponível para prestar todos os esclarecimentos adicionais que se revelem necessários, reafirmando o seu compromisso com a verdade dos factos, com a qualidade dos cuidados prestados e com a defesa do Serviço Nacional de Saúde e dos seus profissionais».

Janeiro 11, 2026 . 13:00

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