
Novo executivo municipal da Guarda com quatro elementos a tempo inteiro
O novo executivo municipal da Câmara da Guarda tem quatro elementos a tempo inteiro, todos eleitos pela coligação Nós, Cidadãos!/PPM - Pela Guarda, com o presidente Sérgio Costa a assumir os principais pelouros da autarquia.
“Com uma equipa mais reforçada, fruto da maioria que a Guarda nos deu, podemos redistribuir mais as tarefas e ir ao encontro daquilo que foi a decisão do povo guardense, governando ainda melhor”, justificou, à agência Lusa, Sérgio Costa, no final da primeira reunião do executivo municipal, realizada hoje.
O presidente da Câmara reeleito assume os pelouros do Apoio às Juntas de Freguesia e Associações; Participações Sociais; Comunicação e Relações Públicas; Auditoria, Controlo Interno e Controlo de Gestão; Obras Públicas; Desenvolvimento Económico e Empreendedorismo; e a Divisão Financeira e Aprovisionamentos.
António Fernandes, que será vice-presidente da autarquia, fica responsável pelas áreas de Autoridade Sanitária Veterinária Municipal; Fiscalização Municipal; Proteção Civil; Recursos Humanos; Equipamentos; Planeamento; Gestão Urbanística e Florestas e Desenvolvimento Rural.
Cláudia Guedes assume as pastas da Educação, Intervenção Social e Juventude; Cultura; Turismo e Valorização do Território.
Por último, Rui Melo, que transita da vereação anterior, tem os pelouros de Informática e Modernização Administrativa; Mobilidade; Desporto e Saúde; Ambiente; Toponímia e Sistemas SIG.
Sérgio Costa deu ainda conhecimento ao executivo que vai manter António Júlio Aguiar como chefe de gabinete e António Mendes como adjunto.
“Agora, o que importa é pôr tudo em marcha, é o que a Guarda quer”, afirmou.
Já a oposição espera que neste mandato “possamos todos construir o futuro da cidade e do concelho, e sair daqui, no final do mandato, de consciência tranquila de que deixámos a Guarda melhor do que a encontrámos hoje”.
João Prata, da coligação PSD/CDS-PP/IL, afirmou que vai estar no executivo “para construir e colaborar no desenvolvimento da Guarda, naquilo que é a nossa perspetiva, e em democracia valem as diversas perspetivas”.
“Se vierem propostas boas do PS viabilizaremos, tal como faremos com as propostas que considerarmos boas do bloco maioritário do Nós, Cidadãos”/PPM. Estes sete vereadores estão cá para tentarem fazer o melhor pelo governo da Guarda”, assegurou.
Também o vereador do PS, António Monteirinho, disse que vai estar no executivo com “uma postura construtiva, mesmo quando for divergente da opinião do executivo”.
“O debate e o confronto de ideias pode levar à melhoria das propostas apresentadas pelo executivo e assim sendo podemos [a oposição] contribuir de uma forma mais positiva ao longo destes quatro anos, mas evidentemente que o executivo, que tem maioria, pode fazer tábua rasa das intervenções da oposição”, considerou.
Na reunião de hoje, os eleitos do PSD e PS sugeriram a transmissão online das reuniões do executivo, mas a maioria não aceitou.
“O regimento da Câmara Municipal é em tudo igual aos regimentos dos últimos 20 anos e fomos direitinhos àquilo que é o espírito da lei. Se, amanhã, entendermos que poderá haver alterações, tomaremos essa decisão sem casos”, justificou Sérgio Costa.
A coligação Pela Guarda – Nós, Cidadãos!/PPM venceu as eleições com 45,92% (quatro mandatos), enquanto a coligação PSD/CDS-PP/IL conseguiu 30,34% (dois mandatos).
O PS ficou-se pelos 13,40% (um mandato). O Chega obteve 5,07% e o ADN 1,11%, à frente da CDU (1%).








