
Israel ataca novo líder militar do Hamas
Israel atacou hoje o novo líder militar do grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, indicou o Governo israelita, 11 dias depois de matar o antecessor.
Um comunicado conjunto do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e do ministro da Defesa, Israel Katz, relatou que o exército "realizou um ataque em Gaza contra Mohammed Odeh, o novo líder do braço armado da organização terrorista Hamas”, mas não precisa se foi morto.
O comunicado identifica Mohammed Odeh como um dos “arquitetos do massacre de 07 de outubro" de 2023, data dos ataques liderados pelo Hamas no sul de Israel, que desencadearam a guerra no enclave palestiniano, e "foi nomeado há cerca de uma semana para substituir Ezzedine al-Haddad”.
O anterior líder das Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, tinha sido morto num ataque israelita em 15 de maio na Cidade de Gaza, apesar do cessar-fogo em vigor no território desde 10 de outubro do ano passado.
“Continuaremos a perseguir todos aqueles que participaram no massacre de 07 de outubro”, afirmaram Netanyahu e Katz na declaração conjunta, acrescentando que “mais cedo ou mais tarde, Israel vai encontrá-los”.
Fontes médicas da Faixa de Gaza descreveram à agência de notícias EFE que as tropas israelitas lançaram um ataque esta noite (hora local) com três mísseis contra um edifício residencial no bairro de Rimal, na Cidade de Gaza, matando uma mulher e ferindo sete pessoas, incluindo duas raparigas.
Os feridos foram levados para o Hospital de Al-Shifa, na capital de Gaza, disseram as mesmas fontes.
Pouco depois deste ataque, foi registado um outro no mesmo bairro, desta vez por um helicóptero israelita, tendo como alvo um veículo.
Questionado pela EFE, o exército israelita não esclareceu se estes ataques tinham como alvo Mohammed Odeh.
A trégua na Faixa de Gaza, obtida com mediação de Estados Unidos, Egito, Qatar e Turquia, permitiu a troca de reféns e prisioneiros, o recuo das tropas israelitas e o acesso de ajuda humanitária ao território devastado, mas não evoluiu ainda para a segunda fase, visando uma paz permanente.
As etapas seguintes preveem o desarmamento do Hamas e a continuação da retirada gradual do exército israelita, que ainda controla mais de 50% da Faixa de Gaza, mas o diálogo encontra-se paralisado há semanas, desde que o foco internacional se desviou para os conflitos no Irão e no Líbano, igualmente com a participação de Israel.
Ao longo dos últimos sete meses, Israel e o Hamas trocaram acusações de violações do cessar-fogo e as organizações de ajuda humanitária alegam que as autoridades israelitas não permitem a entrada da quantidade de assistência prometida no território.
Os ataques de 07 de outubro de 2023 no sul de Israel provocaram cerca de 1.200 pessoas e 251 pessoas foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
Desde o cessar-fogo, as autoridades locais contabilizaram mais de 900 mortos em ataques israelitas.








