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Ministro confirma "ajuste" que limita apoio extra a alunos mais pobres

Ministro tinha afirmado que os alunos mais pobres que chegassem ao ensino superior teriam, além da bolsa de estudo, um apoio extra de 1.045 euros por ano. Governo recuou na medida

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, confirmou hoje um "ajuste" no processo de atribuição da "bolsa de incentivo" a estudantes do ensino superior com menos rendimentos, a qual só será atribuída no primeiro ano da licenciatura. 

"A nossa proposta é que seja de facto só um ano. Não é um recuo, é um ajuste", afirmou hoje Fernando Alexandre à Agência Lusa em Londres, onde esteve numa visita técnica a propósito da criação da Agência para a Investigação e Inovação (AI2).

O ministro tinha afirmado que os alunos mais pobres, beneficiários do escalão A do abono de família, que chegassem ao ensino superior teriam, além da bolsa de estudo, um apoio extra de 1.045 euros por ano ao longo de todo o curso.

Na segunda-feira, o jornal Público noticiou que o Governo tinha recuado nessa intenção.

Hoje, o ministro reiterou que os alunos que beneficiam do 'escalão A' da Ação Social vão receber "automaticamente 1.045 euros" no ato da matrícula para ajudar com o custo financeiro da instalação daqueles que decidam estudar longe da residência familiar.

"O não ser atribuído a partir do segundo ano tem a ver com o facto de nós estimarmos que cerca de 25% a 26% dos alunos, com este modelo, vão receber a bolsa máxima, que era um dado que nós não tínhamos em dezembro e que passámos a ter agora. Como vamos ter mais de 25% dos alunos a receber a bolsa máxima, eu diria que eles estão todos na mesma condição a partir do segundo ano", explicou.

Segundo Fernando Alexandre, "a partir do momento em que eles estão lá dentro, vão receber todos mesmo o mesmo incentivo, que é uma bolsa máxima que para a licenciatura, cerca de 7.800 euros", ou seja, cerca de 720 euros por mês mais o valor da propina.

Os 1.045 euros da "bolsa de incentivo" serão pagos "em cima" desta bolsa de estudo.

O ministro disse que o reforço orçamental de 40 milhões, para 220 milhões de euros, permite dar a bolsa máxima a mais alunos com baixas condições económicas, estimando-se que chegue a 23.000 beneficiários.

"Não quer dizer que, com uma avaliação vamos fazer no próximo ano, não possa haver uma alteração. Quando nós alteramos, não é o recuo, é uma melhoria do processo, ou seja, nós não estamos a recuar em nada. Nós estamos, basicamente, a usar um estudo", salientou.

As novas regras vão ser apresentadas aos partidos, ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), ao Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e às instituições académicas na quinta-feira, adiantou.

Maio 26, 2026 . 21:00

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