
"Nunca pensei ganhar o MasterChef Júnior"
Foi com uma cataplana de marisco e um bolo “colchão de noiva” que Rita Figueiredo, de 11 anos, conquistou os paladares dos júris do MasterChef Júnior. E porque é natural de Oliveira de Frades, não poderíamos ficar indiferentes aos dotes culinários deste pequeno (grande) talento. “Estou muito feliz por ter ganho o MasterChef Júnior e muito orgulhosa do percurso que fiz até aqui, nunca pensei ganhar”, confessou, após a prova final. E ao Diário de Viseu, a concorrente descreveu a competição com muita “emoção” até porque “o objetivo nunca foi ganhar”, mas sim “aprender ao máximo”.
Desde pequena que o programa da RTP lhe provocava alguma curiosidade, certamente porque os concorrentes, à semelhança dela, eram crianças que gostavam de cozinhar. “Comecei a cozinhar, mais ou menos, a partir dos sete anos porque gostava de ajudar quem estivesse a cozinhar, fosse a minha mãe ou as minhas avós, e de fazer receitas como massa para as panquecas ou para os crepes”, começou por contar ao nosso Jornal.
Entre bons cozinhados, decidiu concorrer, sobretudo porque, frisa, “toda a gente dizia que eu tinha jeito e a minha mãe acabou por me inscrever”. Algumas etapas se seguiram e muitas fotografias dos seus melhores pratos foram enviadas para o programa: “mandei um vídeo a fazer um bolo, fotografias do bolo finalizado”, além de “um bolo de aniversário decorado com chantilly, um bolo de cenoura de aniversário decorado com chocolates, um bolo de cenoura com chocolate e nozes, beringelas recheadas, pãezinhos no forno, pizza, massa no forno, tagliatelle de camarões e delícias do mar, uma receita que inventei”.
A lista continuou por um cheesecake e legumes à brás, o derradeiro prato que definiu a passagem para a competição. Em pleno MasterChef Júnior, o objetivo era o de “aprender ao máximo” e superar cada prova até chegar à final.
“Foi uma experiência muito boa, tive a oportunidade de aprender várias coisas, de fazer vários pratos, de fazer vários amigos e os júris também eram todos muito simpáticos, davam-nos muitas dicas e ajudavam-nos sempre quando tínhamos dificuldades”, reconheceu Rita Figueiredo.

A grande final
Conhecida como a concorrente que tinha sempre um “plano B ou C”, a prova final foi um belo desafio para mostrar a resiliência desta pequena. Cozinhou uma bela cataplana de marisco, que nem precisou do limão que ficou no supermercado para conquistar os júris.
“Queria dar-te os parabéns pela escolha do prato porque usaste um utensílio muito bonito. Ver-te cozinhar numa cataplana deu-me vontade de começar a arriscar mais pratos em cataplana”, disse o chef Kiko, palavras que o chef Diogo Rocha também reforçou: “demonstra, mais uma vez, conhecimento pela cozinha e está extraordinário, funciona lindamente”.
Já a sobremesa foi também uma proposta “muito saborosa”, um bolo “colchão de noiva” que, apesar de sair queimado do forno, resultou num “maravilhoso pão de ló”. “É um bolo muito bom, simples de fazer e que estou habituada a fazer, com merengue e creme de ovos”, explicou a concorrente de Oliveira de Frades.
Perguntámos-lhe para descrever o MasterChef Júnior numa única palavra. A resposta, na verdade, surpreende: “emoção porque senti várias emoções, senti alegria, tristeza e desespero, foi um novelo de emoções”.
Para os pais, este foi um percurso que acompanharam com “muito orgulho”. “Está a ser uma boa surpresa e é com muito orgulho que assistimos ao programa”, sublinham, adiantando que “mais do que os feitos dela na cozinha, que têm sido muito surpreendentes, aquilo que mais nos orgulha é a essência dela e a manifestação dos valores que ela realmente tem” até porque, acrescentam, “se tem revelado uma boa menina, muito amiga do seu amigo, muito altruísta e, acima de tudo, “muito focada naquilo que ela está a fazer e a defender aquilo que é a cozinha tradicional portuguesa”.







