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Chega candidata antigo jornalista Francisco Barros à Câmara do Sabugal

Francisco Barros considera que “é preciso pensar o concelho de maneira diferente”

O antigo jornalista e empresário Francisco Barros é o candidato do Chega à presidência da Câmara Municipal do Sabugal e considera que “é preciso pensar o concelho de maneira diferente”.

Com 60 anos, o cabeça de lista do Chega, que é gerente da empresa proprietária do Jornal de Lisboa, sublinha que “há muitas coisas para fazer” no concelho raiano do distrito da Guarda, a primeira das quais tem a ver que a liberdade política e de opinião.

“Pensei que já não fosse possível, 50 anos depois do 25 de Abril. No Sabugal, as pessoas têm medo de ter opiniões políticas que não sejam sintonizadas com quem exerce o poder na Câmara Municipal, o que é inaceitável”, sustenta Francisco Barros.

Com raízes familiares em Sortelha, Aldeia Histórica do concelho sabugalense, onde recuperou recentemente uma casa herdada dos pais, o candidato do Chega diz haver “muitas coisas para fazer” no município, mas que vai depender da situação financeira da autarquia.

“É uma incógnita porque não há auditorias, os orçamentos por si só não demonstram a realidade financeira do município, nem o endividamento, e disso vão depender os projetos e políticas a implementar”.

Francisco Barros destaca carências nas acessibilidades, nas comunicações, nomeadamente no acesso à Internet, e no apoio à agricultura.

“Não se percebe que num concelho que tem uma barragem, ela não forneça água para regadio numa parte considerável do seu território e potencie a agricultura”, aponta o cabeça de lista do Chega.

Na sua opinião, a Câmara Municipal “ainda não desenvolveu os esforços necessários para que a raia possa ter acesso à água”.

Já o envelhecimento da população do concelho do Sabugal não é “um problema, o problema é não haver atratividade para que as pessoas possam fixar-se e desenvolver aqui as suas vidas”.

“É preciso muito mais do que apoios temporários por cada criança que nasça, uma medida avulsa sem eficácia a longo prazo”, alega.

Para Francisco Barros, o Sabugal tem uma característica “boa e preocupante”, que é não haver praticamente desemprego.

“O problema é que se uma empresa se quiser fixar, não há mão de obra no concelho para contratar. Os empresários têm de ter a certeza que podem investir e não ficam descalços por falta de trabalhadores”, refere.

O candidato considera que este problema resulta do facto da Câmara Municipal ter “um peso enorme no mercado de trabalho local, creio que é cerca de 70 por cento, e isso cria enorme perturbação”.

Francisco Barros quer vencer a Câmara do Sabugal para “permitir que as pessoas tenham uma vida mais normal e tranquila”, mas também porque “é preciso pensar o concelho de maneira diferente”.

“É preciso dizer que o Sabugal tem condições para se viver com qualidade, tem eventos atrativos para os mais novos e jovens, atividade cultural que envolva as suas cinco aldeias medievais, mas é preciso ouvir as forças vivas do concelho”, realça, admitindo que “não há varinhas mágicas” para resolver os problemas do município raiano.

Os candidatos já oficializados à Câmara do Sabugal são o atual presidente da autarquia Vítor Proença, pelo PSD, e Paulo Leitão Batista, pelo PS.

O social-democrata venceu, em 2021, com 47,09% dos votos. O PSD, que é poder neste município raiano do distrito da Guarda desde 1997, elegeu quatro vereadores.

Victor Cavaleiro (PS) obteve 40,2% e manteve os dois vereadores no executivo, enquanto o CDS ficou-se pelos 4,1%, o Chega conseguiu 2,8% e a CDU 1,5%.

Junho 16, 2025 . 18:33

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