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Governo quer novo submarino e vai incluí-lo na Lei de Programação Militar

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, anunciou ontem que na nova proposta de Lei de Programação Militar (LPM) constará a aquisição de um terceiro submarino para a Marinha.

"Na próxima Lei de Programação Militar vai estar mais um submarino", adiantou Nuno Melo, numa resposta ao PS já na ronda final da audição na Assembleia da República no âmbito do debate da proposta de Orçamento do Estado para 2027.

Em entrevista à Lusa, em setembro, o chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Nobre de Sousa, já tinha manifestado a vontade de incluir um novo submarino na proposta de lei que estabelece o investimento público em meios e equipamentos para as Forças Armadas a 12 anos e que terá que ser revista pelos deputados este ano.

Durante cerca de cinco horas de audição parlamentar, um dos investimentos mais abordados foi o da substituição dos caças F-16. Depois de o ministro da Defesa ter repetido várias vezes que o processo ainda não foi aberto, o deputado da IL Miguel Rangel perguntou ao governante se era possível ter acesso a um calendário.

“Sobre calendários em relação aos F-16, não lhe posso adiantar nada pelas razões que já expus, sendo que a discussão a propósito só depois da aprovação da Lei de Programação Militar, nunca antes, e essa há de ser até ao final do ano”, respondeu Nuno Melo.

O também presidente do CDS-PP acrescentou que a discussão “será ao nível do Governo” e não apenas ao nível da Defesa Nacional.

Momentos mais tarde, o deputado Frederico Francisco pediu ao ministro que esclarecesse se este investimento estará ou não inscrito na proposta de Lei da Programação Militar, e alertou que o avião de reabastecimento da Força Aérea KC-390 não é compatível com os norte-americanos F-35A da Lockheed Martin.

Nuno Melo repetiu apenas que a discussão sobre os caças “só ocorrerá depois da discussão sobre a LPM”.

O ministro insistiu que o investimento – que está a ser disputado entre os norte-americanos da Lockheed Martin (F-35), os suecos da Saab (Gripen E), o consórcio europeu que inclui a Airbus (Eurofighters Typhoon) e os franceses da Dassault Aviation (Rafale) – terá como base um “juízo técnico e político” e dependerá de pareceres “nomeadamente da Força Aérea que terá que fazer estudos comparativos” e depois “o Governo decidirá”.

Novembro 6, 2026 . 07:00

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