
Ministro da Defesa relativiza ataque informático a telemóvel e que “ninguém está imune a intrusões”
O governante falava na Assembleia da República, no âmbito da proposta de Orçamento do Estado para 2027, altura em que foi interrogado pelo deputado do Chega Nuno Simões de Melo sobre o ataque informático que atingiu o telemóvel pessoal do titular da pasta da Defesa.
“O senhor deputado pode achar-se ungido por Deus e inatacável do ponto de vista dos equipamentos que usa, mas garanto que não é”, começou por responder Nuno Melo.
O ministro da Defesa Nacional defendeu que quando foi eurodeputado, apesar das medidas de segurança, foi alvo deste tipo de ataques, e que vários governantes também já o foram, referindo Espanha, Países Baixos e Estados Unidos da América.
Nuno Melo afirmou ainda que divulgou o episódio com um objetivo “pedagógico”, sustentando que “há muitos portugueses que não sabem que no caso dos Iphones”, se não se fizerem atualizações podem ser alvo de ataques.
Em declarações à agência Lusa, em Atenas, na Grécia, na segunda-feira, Nuno Melo revelou que foi alvo de um ataque informático que permitiu a terceiros utilizar o seu número, enviando mensagens em seu nome, e “desviar comunicações”.
O governante disse ter sido informado de que o ataque terá explorado as vulnerabilidades do telemóvel, por este já não permitir instalar atualizações de ‘software'.
Nuno Melo explicitou que o ataque envolveu o “desvio de comunicações” e a duplicação de contactos, o que permitiu a terceiros enviar mensagens através da aplicação 'WhatsApp' fazendo¬-se passar pelo governante, mas que a situação se resolveu com a troca de telemóvel.
Hoje, o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) disse que foi notificado do ataque informático ao telemóvel pessoal do ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, tendo o equipamento sido substituído.
Esta semana, no parlamento, o ministro da Presidência, Leitão Amaro, disse que o Governo segue "os mesmos procedimentos que são aplicados pelos países da NATO e governos da União Europeia" no que se refere à proteção das comunicações entre os seus membros, adiantando que se tratava de um telemóvel pessoal de Nuno Melo.
A iniciativa Cidadãos pela Cibersegurança (CpC) defendeu que o Governo deve prestar esclarecimentos sobre o ataque informático ao telemóvel do ministro da Defesa, considerando estar em causa “a segurança das comunicações do Estado” e alertou para a possibilidade de estar em causa um ato de espionagem uma vez que se trata de um ministro que tutela a Defesa.







