
Ministro da Defesa sofre ataque informático ao telemóvel pessoal
O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) foi notificado do ataque informático ao telemóvel pessoal do ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, tendo o equipamento sido substituído para mitigar o incidente.
O CNCS, na qualidade de coordenador operacional e autoridade nacional em matéria de cibersegurança, adiantou que, em articulação com a Polícia Judiciária, foram aplicadas medidas adequadas a este tipo de situação.
Apesar do reconhecimento do incidente, o CNCS não esclareceu se a segurança de matérias sensíveis relacionadas com a Defesa Nacional ou informações pessoais do ministro terão sido comprometidas.
O Ministério da Defesa Nacional recusou comentar detalhes adicionais, incluindo se houve divulgação de informações ou se a situação foi comunicada aos aliados da NATO e da União Europeia.
Em declarações à agência Lusa, em Atenas, onde se encontrava na segunda-feira, Nuno Melo revelou que terceiros conseguiram utilizar o seu número para enviar mensagens e desviar comunicações, explorando vulnerabilidades do telemóvel que não permitia atualizações de software.
O ministro explicou que o ataque envolveu a duplicação de contactos e o uso da aplicação WhatsApp para se fazerem passar por si, mas a troca do telemóvel resolveu a situação.
No parlamento, o ministro da Presidência, Leitão Amaro, afirmou que o Governo segue procedimentos semelhantes aos aplicados por países da NATO e da União Europeia na proteção das comunicações entre membros, sublinhando que se tratava do telemóvel pessoal de Nuno Melo.
A iniciativa Cidadãos pela Cibersegurança pediu esclarecimentos ao Governo, considerando estar em causa "a segurança das comunicações do Estado" e alertando para a possibilidade de espionagem, dado o cargo do ministro na tutela da Defesa.






