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Varandas justifica troca com “gestão interna” e sonho de trabalhar com Fonseca

“Não tomamos decisões exclusivamente por resultados. No início da temporada, o Sporting foi superior a todos os seus adversários"

O presidente Frederico Varandas explicou que a saída de Rui Borges da equipa de futebol do Sporting se deveu a “gestão interna” após dois desaires e admitiu “o sonho” de trabalhar com Paulo Fonseca.

“Não tomamos decisões exclusivamente por resultados. No início da temporada, o Sporting foi superior a todos os seus adversários, mas, nesta derradeira semana, tivemos duas derrotas em casa onde o Sporting não foi superior. A gestão interna dessas derrotas levou-me a tomar esta decisão. Ter de tomar estas decisões, que magoam quem gostamos, é um dos fardos de quem lidera um clube. Entendi que o melhor para o clube era tomar esta decisão”, começou por vincar o presidente.

Durante a apresentação de Paulo Fonseca como novo técnico ‘leonino’, Frederico Varandas agradeceu a Rui Borges e aos seus adjuntos pelos feitos logrados em quase dois anos no comando técnico e contou o processo que levou à sua substituição.

“Conheço pessoalmente Paulo Fonseca há mais de um ano e tinha o sonho de um dia poder trabalhar com ele. Neste período, ficou muito claro que não queria regressar a Portugal e nunca mostrou a mínima abertura. Após o encontro contra o Académico de Viseu, falei com Paulo Fonseca e, pela primeira vez, com conteúdo diferente. Lancei-lhe o desafio de assumir a liderança do Sporting e, na segunda-feira, vi uma abertura da sua parte, ainda que de forma muito embrionária”, disse.

Frederico Varandas assegurou que “jamais tomaria a decisão de tirar Rui Borges sem ter a certeza de ter um treinador de valia e confiança para seguir o projeto” e considerou um “orgulho” contratar um treinador da dimensão de Paulo Fonseca.

“No encontro contra o Casa Pia [o último de Rui Borges] não tinha o Paulo Fonseca fechado. Independentemente de tudo, o Sporting está acima. Uma das razões fundamentais para tomar esta decisão foi ter a certeza de ter um treinador com a capacidade de tornar o Sporting tão vencedor como nos últimos anos”, expressou.

Questionado sobre a altura da mudança e se Rui Borges se sentiu ‘traído’, o líder sportinguista assegurou que nunca lhe faltou à palavra e defendeu-o “como nunca ninguém o tinha defendido”, mas o técnico não foi a Londres por decisão própria.

“Tenho a certeza de que o ‘mister’ Rui Borges vai continuar a sua bela carreira de treinador. Por muitos clubes que passe, não vai encontrar um que o trate com a dignidade, transparência e honestidade com que foi tratado neste clube. A seguir ao jogo em Rio Maior, comuniquei ao treinador exatamente o que se passou. Foi informado quando achei que era o melhor momento. Até lá, tivemos duas vitórias e é prova de que não tomamos decisões exclusivamente pelos resultados”, frisou.

Paulo Fonseca, de 53 anos, regressa ao futebol português após 10 anos, nos quais orientou os ucranianos do Shakhtar Donetsk, os italianos da Roma e do AC Milan e os franceses do Lille e do Lyon, que deixou no terceiro lugar da Liga francesa, após nove jornadas, a três pontos do líder e o atual pentacampeão Paris Saint-Germain.

O treinador, natural de Moçambique, encontrará o Sporting também na terceira posição na I Liga, mas a distantes nove pontos do campeão FC Porto, que lidera graças a um percurso 100% vitorioso, e a quatro do Benfica, segundo posicionado.

Novembro 5, 2026 . 09:15

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